* Rômulo Rodrigues
A semana da realidade para mostrar que a disputa é entre a democracia e a barbárie fez o presidente estadista Lula arrancar efusivos aplausos na abertura da 81ª assembleia geral da ONU, ovacionado quatro vezes, quando disse entre outras verdades que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, além de denunciar nas barbas do invasor, a invasão da Venezuela e o bloqueio a Cuba e, só para contrariar deu uma longa entrevista internacional ao canal CNN, da terra do imperador, que foi ignorado pela emissora.
Começou alertando sobre a crise financeira da ONU, a falta de uma liderança capaz de chamar o feito à ordem contra os descalabros armamentistas e acusou com veemência o genocídio praticado contra o povo palestino praticado a mando de Benjamim Netanyahu com todo o apoio dos Estados Unidos e cobrou ações efetivas da OMC contra tarifaços abusivos de quem quer mandar no mundo.
Colocou com veemência o descaso no combate ao vírus da Covid-19 que deixou um quadro arrasado de 700 mil mortes no Brasil por culpa de quem quis negociar propina para a compra das vacinas e, de certa forma, acusou a falta de pulso da Organização Mundial da Saúde, que não fez intervenção enérgica onde tinha que fazer.
Entre várias manifestações em aplausos o presidente Lula deixou claro que os episódios ocorridos na suprema corte é fruto de ingerências externas que não serão toleradas e deixou claro para o candidato filho do presidiário que as manipulações nas pesquisas encomendadas pelo sistema Globo não vai sair vencedor usando o mesmo método de abertura da boca do jacaré usado nas eleições de 2014.
Atualmente as ruas mostram cenários antagônicos aos que mostram o Instituto que apoia o candidato do PIG, Partido da Imprensa Golpista, como denunciou o jornalista Paulo Henrique Amorim, que tem um plano de tomada do poder no Brasil para em seguida anexa-lo ao império em decadência e a única janela aberta é a das manipulações das pesquisas do instituto alinhado com as teses golpistas.
O ensaio feito na suprema corte deixou claro para a sociedade de qual é o enfrentamento real que vai ser posto nas urnas eletrônicas que a mídia tenta manipular nas malandragens das pesquisas, no método já conhecido. A candidatura popular apresenta a opção para o votante de X%. Pela regra de 2% para mais e para menos, terá (x+2) e (x-2); a candidatura dos entreguistas apresenta a opção de y% e pela mesma regra vai de (Y+2 a y-2).
O passo seguinte é transformar o (x-2) como índice obtido pela candidatura popular e (y+2) como manifestação à candidatura entreguista e o resultado noticiado é de empate, pela supressão de 4% em favor do favorito do partido midiático.
A manipulação não para por aí e a metodologia para inventar verdades é semelhante à da movimentação da boca do jacaré. No discurso de abertura da assembleia o presidente Lula acusou a crise de liderança da ONU, a financeira e a farsa do conselho de segurança, que apoia a lei do mais forte, indo além dizendo que enfrentou uma ditadura militar e uma tentativa de golpe que tiveram o apoio conselho do sim, senhor.
Denunciou a eterna escravidão imposta aos povos africanos; voltou a denunciar o genocídio sionista nos assentamentos da faixa de Gaza e a guerra contra o Irã pelo estreito de Ormuz, a invasão da Venezuela e o bloqueio a Cuba por mais de 6 décadas; além de emparedar a OMC por seu silêncio ante os abusos das tarifas impostas pelo governo estadunidense, como forma de escamotear o fracasso interno.
Chamou a atenção da imprensa mundial o presidente do Brasil ter jogado ao rés do chão o poderoso líder da extrema direita brasileira Marco Rubio que também noticiou que o ministro Kássio Nunes Marques é mais Bolsonarista do que seu colega André Mendonça e pode concorrer ao troféu de corrupto do ano.
A pergunta da semana é; se a PGR pedir e o ministro relator mandar prender o candidato da Faria Lima Flávio Bolsonaro, o que será dos ministros impostores? Uma boa percepção é que a democracia tem débito com Davi Alcolumbre por ter barrado a indicação de um terceiro componente para o time dos terrivelmente.
Mesmo com o impacto do discurso do nosso presidente na imprensa mundial por sua análise perfeita, precisa e necessária sobre a geopolítica mundial o Jorna Nacional deu quase metade do tempo do noticiário para Donald Trump para fazer o de sempre, mesmo sem repercussão lá fora; esbravejar, insultar, agredir e ameaçar reiterando o cinismo da família Marinho e mostrando obediência cega ao patrão o apático casal da bancada deu quase todo tempo que dispunha para reiterar apoio incondicional ao golpista André Mendonça e nada para as réplicas de Alexandre de Moraes, tenha ele culpa ou, não.
E quanto ao presidente Lula, bastou um tempinho de exposição tentando mostrar que ele é menor que os tiranos e genocidas e que, mesmo o mundo inteiro o reverenciando e aplaudindo de pé, tendo reunião paralela com 30 chefes de Estado, sendo recebido em alto estilo pelo prefeito de Nova Iorque e conversando com o senador Bernie Sanders, socialista e maior opositor do pretenso manda chuva, ignorado, o sucesso dele lá fora, não é notícia.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


