A chapa de Mitidieri – o delegado e o bandido

Todos nus (Divulgação)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O governador de Sergipe bateu o martelo:
Em seu palanque, Edvaldo Nogueira, ex-prefeito de Aracaju, não sobe. No Senado Federal, Fabio Mitidieri quer o delegado e aquele a quem este chama de bandido.
O delegado, todo mundo em Sergipe sabe, é o senador Alessandro Vieira. O caluniado também dispensa apresentações: André Moura, hoje empregado no primeiro escalão do governo estadual do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa do crime organizado, não deve nada à Justiça. Mas tem uma reputação.
Por princípio, não voto em delegados, pastores, pais de pet e nepo babies de oligarquias encarquilhadas. Admito, no entanto, com alguma relutância, a qualidade do mandato exercido por Alessandro Vieira, apesar de todos os pesares. Flagrá-lo em tamanha contradição, mãos dadas com André Moura, decepciona e acusa os escrúpulos adotados em uma disputa eleitoral.
No palanque do governador, todos os candidatos estão nus, a começar pelo alegre anfitrião. Mitidieri afirma votar no presidente Lula, a maior liderança política do Brasil, um progressista. O seu projeto político, ao contrário, atrai toda sorte de conservadores e reaças. A ausência de cerimônias do pré-candidato André Moura no camarote eleitoral de Mitidieri fala tão alto como o coração denunciador de Allan Poe.
Nota à margem: Segundo a imprensa do Sul Maravilha, André Moura intercedeu pessoalmente junto aos correligionários do União pela libertação do presidente da Assembleia Legislativa fluminense, Rodrigo Bacellar. O parlamentar foi encarcerado sob a acusação de vazar informações sigilosas sobre a Operação Zargun, que prendeu o também deputado estadual TH Joias por ligações com o Comando Vermelho.
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