Rian Santos
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O Festival de Artes de São Cristóvão é desde sempre muito lindo. A programação reúne o biscoito fino da música popular realizada em Terra Brasílis, para a satisfação de um público numeroso, dos mais empolgados. Os palcos erguidos em praça pública, no meio da rua, sob o resguardo das estrelas, atraem multidões. A cidade histórica mal pode com tanta gente.
Apesar do sucesso inquestionável da festa, de uma grandeza evidente em expressões de alegria e também em números vistosos, o governador Fabio Mitidieri vinha ignorando o potencial cultural, turístico e econômico do FASC, ninguém nunca saberá porquê.
Festeiro como ele só, merecedor da alcunha de Homem Abadá, Mitidieri nunca botou os pés em São Cri Cri a fim de se jogar no FASC, uma ausência notável. Governador há três anos, nunca lhe ocorreu prestigiar o maior e mais bem sucedido evento do calendário cultural sergipano. Logo ele, que reivindica para si o grande feito de lançar uma visão estratégica sobre o segmento da Cultura.
Ontem, o governador em pessoa assinou um Termo de Cooperação com o FASC, no valor de R$ 3 milhões – uma nesga do que o governo estadual investe anualmente no Pré Caju, uma prévia carnavalesca voltada exclusivamente para o lucro, de natureza privada. Ainda assim, ganha aplausos, merecidos ou não.
Antes tarde… Mitidieri tem agora a feliz oportunidade de se misturar ao povo, livre, leve e solto na buraqueira, numa festa popular de verdade, sem corda, sem abadá.


