A SUCESSÃO ELEITORAL DE ARACAJU ESTÁ FORA DA NATUREZA DAS COISAS

* Rômulo Rodrigues

É por isso que presta um grande serviço aos caciques políticos e analistas idem quem convencê-los de pequenas e metafóricas coisas, como: Não se avexem não… Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada.
No momento, mesmo sem saberem jogar Truco e mesmo, sem nunca terem ouvido falar deste cativante jogo, tem muita gente boa trucando sem cartas na mão, antes do baralho ser traçado.
O grande compositor nordestino Acioly Neto, provavelmente, nunca jogou e nem soube nada do jogo e, por isso não blefou quando prosseguiu. A lagarta rasteja até o dia em que cria asa. Em verdade, apenas profetizou que tem lagarta política rastejando, como único jeito de andar, com calma, prudência e sabedoria até daqui a um ano, quando a natureza disser; pode voar!
Durante esse tempo de uns 350 dias que faltam para que a burrinha da felicidade, sem nenhum atraso, também sem se avexar, e ela veja o animalzinho parado na porta da sua casa, ou do seu escritório político.
E, sem se avexar, ela vai entender que sua caminhada começou com um primeiro passo, lá atrás. E que A Natureza das Coisas, não tem pressa e segue seu compasso – deixando a pressa para os que não têm saídas – e inexoravelmente vai chegar lá.
A missão de quem se dispõe a fazer uma análise que não seja enganosa e não esteja vinculada aos interesses de algum cacique é observar que está no aquecimento para subir a ladeira que vai levar a sentar na cadeira do Palácio Aloísio Campos, seja um príncipe, uma princesa ou, uma lavadeira, no caso, uma boa comunicadora na defesa dos direitos do povo mais sofrido, e compreender que para chegar ao alto, vai ter que suar; andando pelas ruas, praças, e cantos mais desassistidos de Ará.
Por isso, indo atrás de outro poeta nordestino, Zé da Luz, dá para mexer num verso seu e dizer que a Aracaju cabocla está ansiosa para ser governada por uma homônima que com sabença vai saber governar, não com 25 pares de bilro e uma almofada entre as pernas, mas, com um balaio cheinho das demandas reprimidas da Soledade ao Mosqueiro e do São Conrado ao Bairro Industrial, cruzando o Bugio, Santos Dumont, Lamarão Porto Dantas, Palestina e todos os recantos do Manoel Preto ao Siqueira Campos e por aí vai ou; caminha.
Sei que já enrolei demais, mas, é que dá gastura ver e ler os arroubos de pura prepotência de quem bate na mesa e insinua que; Aracaju é minha e ninguém tasca que já cheguei faz tempo.
Há que se reconhecer que disse e diz com ênfase de quem já se afastou das origens e busca o estilo de um coronel de fronteira, tem lá suas razões, mesmo que peque em não reconhecer que não chegou sozinho e que recebeu empurrões de quem e para quem faz beicinho e dá rabissacas, sem levar em consideração que a lei do retorno, às vezes está bem ali, no virar a esquina ou debaixo da janela.
Ah, Paulo Coelho, com suas pedras filosofais dos Urais e dos Murais, quem não souber interpretá-las, fatalmente, não conseguirá percorrer todo o Caminho de Santiago.
O crescimento na ocupação de espaço de poder da mulher sergipana na política é tão visível e real que não enxergar dá a impressão de um toque de machismo incontido e isso poderá ser fatal para abreviamento de uma carreira construída com um misto de muita sabedoria e precisão para montar na burrinha que passava selada, mesmo que não faça esforços de memória para lembrar, de onde veio o dócil animal e de quem a selou.
Nunca esquecer que o reconhecimento dos méritos da política estão contidos na sazonalidade do tempo de quem está exercendo o poder e que, apeado dele, a cotação das ações, na maioria das vezes, despencam com muita fluidez.
Faltam pouco menos de 12 meses para os times entrarem em campo, as cortinas se abrirem e começar o espetáculo, já que todos jogam ao mesmo tempo e disputam todos os espaços e, que às vezes começa na frente fica para trás no decorrer do campeonato e como acontecia nas peladas de par ou ímpar, os preferidos dos donos das bolas e das camisas, acabam nas reservas, torna-se cabível recorrer ao grande Mário Quintana: “O segredo não é correr atrás das borboletas…..É cuidar do jardim para que elas venham até você”

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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