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Pela vida


Publicado em 17 de agosto de 2023
Por Jornal Do Dia Se


É preciso dar um basta! O Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento da Marcha das Margaridas em Brasília, dá efeito prático à mobilização das mulheres brasileiras. Trata-se, em suma, de garantir o direito à vida.
A legislação avança, mas a cultura machista que ampara a violência contra a mulher não arrefece. Trata-se aqui de duas manifestações diversas, embora conjugadas. Embora a letra fria da Lei preveja todo tipo de sanção contra os agressores, essa é também uma questão de educação, sem solução de curto prazo.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que, no ano passado, houve crescimento de todas as formas de violência contra a mulher. Especificamente sobre os feminicídios, em 2022, 1.437 mulheres mortas, simplesmente, por serem o que são: mulheres. O número representa alta de 6,1% no número de casos, em relação ao ano anterior.
Felizmente, o dito popular segundo o qual não se deve meter a colher em briga de casal, transformando as quatro paredes da vida doméstica em refúgio de violência e impunidade, já não é aceito sem controvérsia. A noção de que a violência contra a mulher consiste em prática criminosa vem resultando em um aumento bastante sensível no volume de denúncias formalizadas nas delegacias de polícia. A constatação está amparada nos boletins de ocorrência registrados nos últimos anos. Embora as vítimas ainda sofram com a força bruta do machismo, o silêncio já não é considerado.

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