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Além das luzes festivas, onde mora o Espírito Natalino?


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Publicado em 14 de dezembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* Gregório José

A chegada do Natal é ansiada por muitos, marcando uma tradição anual que transforma nossas cidades em verdadeiros espetáculos de luzes e cores. À medida que as decorações festivas iluminam nossas ruas e casas, também acendem a chama do consumo, transformando os centros urbanos em intensos polos de atividade comercial. No entanto, em meio a esse frenesi de compras e preparativos para as festas, é imperativo pausar e refletir: onde mora o sentimento fraterno que deveria ser celebrado todos os dias do ano?
É inegável que o Natal, com sua aura de solidariedade e generosidade, proporciona um momento especial para reunir amigos e familiares, trocar presentes e compartilhar refeições festivas. Momento de deixarmos as mágoas de lado e nos abraçarmos fraternalmente esperando e ansiando por um novo ano cheio de paz e fortalecimento de vínculos e amizades. No entanto, ao mesmo tempo em que nos envolvemos nesse espírito festivo, é crucial questionar se estamos verdadeiramente incorporando os valores fundamentais que essa época do ano simboliza.
As luzes brilhantes e as canções alegres muitas vezes obscurecem a realidade de que, para alguns, o Natal pode ser um período desafiador. A desigualdade social e econômica não tira férias durante as festas, e muitos enfrentam dificuldades que não podem ser resolvidas com embrulhos decorativos. Nesse contexto, é essencial nos questionarmos sobre o impacto real de nossas celebrações e como podemos estender a mão para aqueles que mais precisam.
Ao invés de nos perdermos no frenesi consumista, devemos buscar maneiras de reavivar o verdadeiro espírito do Natal todos os 365 dias do ano (366 no bissexto). Isso implica não apenas em trocar presentes caros, mas em oferecer nosso tempo, compaixão e recursos àqueles que estão passando por dificuldades. A solidariedade não deve ser um acessório temporário, mas sim uma prática constante que permeia todos os dias do ano.
Devemos refletir sobre como reduzir o impacto ambiental das festividades, optando por práticas mais sustentáveis e ter um consumo consciente que não apenas beneficia o planeta, mas também fortalece a mensagem de responsabilidade e cuidado para com as gerações futuras.
Enquanto nos preparamos para celebrar mais um Natal é crucial lembrar que as luzes festivas devem iluminar não apenas nossas ruas, mas também nossos corações. Que o verdadeiro espírito fraterno perdure não apenas durante as festividades, mas em cada dia do ano, inspirando-nos a construir um mundo mais compassivo e solidário para todos.

* Gregório José, jornalista, radialista, filósofo

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