Sergipe registrou uma morte por chincungunya. A informação foi divulgada última quinta-feira, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Para a vítima, ainda adolescente, uma jovem na flor da idade, a notícia não tem serventia alguma. Para os demais sergipanos, contudo, fica o alerta.
Trata-se, aqui, do segundo óbito provocado pela doença no estado. O primeiro óbito foi registrado em Lagarto, no início do ano. Em 2021, ainda no período mais preocupante da pandemia de coronavírus, não houve registro de mortes em Sergipe.
Embora não exista razão para alarme, o Governo de Sergipe mais as prefeituras municipais precisam redobrar os cuidados para impedir um novo surto de enfermidades transmitidas pelo Aedes Aegypti – dengue, chikungunya, zika e até febre amarela. O número de agentes de endemias combatendo o vetor ainda é muito reduzido. Não espanta, portanto, que o trabalho preventivo tenha se mostrado insuficiente para debelar o temível mosquito, de uma vez por todas.
Para tanto, o poder público precisa arregaçar as mangas, fazer tudo o possível, honrar as próprias responsabilidades. Não adianta convocar a população para o combate sem dar o exemplo. Campanhas de conscientização regulares, incluindo todos os meios de comunicação e também os espaços públicos, desde as praças até as escolas, além de mutirões, coletas de pneus, limpeza de terrenos baldios, precisam se materializar em um trabalho continuado. De outro modo, todo o esforço realizado anos atrás, quando o zumido do aedes assustava os gestores da saúde pública, como que desce pelo ralo.


