Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O Jornal do Dia está de cara nova. Refiro-me ao site do periódico, o porto seguro informativo em que a maioria dos leitores ancora a embarcação fustigada por tormenta de links duvidosos, ao invés de navegar à deriva.
A novidade salta à vista. Em primeiro lugar, os textos estão mais legíveis. Não contempla, ainda, a nostalgia dos mais velhos, acostumados a ler o mundo no papel ordinário saído das gráficas. Mas chega rápido à mesa de qualquer um, antes mesmo do café com pão, no breve intervalo de um clique.
Gutenberg não inventou a roda, foi além. A impressão de tipos móveis, tecnologia na origem da imprensa, encurtou as distâncias enormes de um mundo nanico. Hoje, com toda a velocidade derivada das novas ferramentas de comunicação, justamente quando não há mais distâncias intransponíveis, o horizonte se alarga.
Sim, evoco a canção extraordinária de Gilberto Gil, um gênio no auge, Parabolicamará. Poderia citar, também, Cérebro Eletrônico, a fim de lembrar que este jornal é feito por profissionais de carne e osso. Ao contrário da miríade de dados que inundam as redes sociais, todas as vírgulas divulgadas por este veículo, notícia e opinião, revelam as inclinações acolhidas no peito de gente com nome e assinatura conhecida. Os robôs do Vale do Silício aqui não apitam, mandam em coisa nenhuma.
Só eu posso pensar se Deus existe, cantou Gil. E as interrogações cevadas por força de um relato organizado dos acontecimentos tendem a se desdobrar em uma impressão consequente do entorno. Por isso, envio os artigos publicados neste JD, aquele abraço, um jeito novo de acenar aos amigos.


