Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos
Bem findou o mês de janeiro de 2023, e o novo ano já se apresenta muito promissor do ponto de vista da produção literária sergipana. Somente nesta última semana, fui agraciado com cinco títulos diferentes, de autores e assuntos os mais diversos. Como não darei conta, em tão pouco tempo, de ler todos eles com a atenção que merecem, optei por apresentar um release de minhas primeiras impressões e, nesse sentido, estimular os meus leitores (a quem os agradeço pela fidelidade e atenção de sempre) a se apropriarem de suas riquezas históricas, memorialistas, literárias, poéticas e artísticas.
Lançado no final do ano passado, ARACAJU, BERÇO DE INSPIRAÇÃO, é mais um deleite poético da safra da escritora Jane Guimarães Vasconcelos Santos, bibliotecária aracajuana, atual coordenadora do Movimento Cultural Antônio Garcia Filho, da Academia Sergipana de Letras. De longe, merecedora de ocupar uma cadeira naquele Sodalício de há muito tempo. Dedicado ao seu genitor, Jaime dos Santos, o livro reúne 46 poemas em homenagem à cidade de Aracaju. Trata-se, a meu ver, de uma belíssima ode à capital sergipana.
No mesmo dia em que fui presenteado por Jane, também pude me encontrar com o desembargador Dr. Edson Ulisses de Melo. Ano passado, ele me concedeu a honra de apresentar seu livro INSPIRAÇÕES DE ÍTACA. Natural de Porto da Folha, Dr. Edson vem numa fase muito produtiva. Encerrando sua passagem como presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, no próximo dia 31 de janeiro, nos brindou com O QUINTO CONSTITUCIONAL, UMA ODISSÉIA. É um balanço de sua vida dedicada ao judiciário, ricamente fundamentado, com fontes e depoimentos que referendam a sua jornada vencedora, onde procura dar ênfase a uma justiça humanizada.
Aproveito a oportunidade de me referir ao confrade da Academia Sergipana de Letras, Dr. Edson Ulisses, para também dar destaque à primorosa obra JUSTIÇA, MEMÓRIA E CIDADANIA – 130 ANOS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SERGIPE. Com seu aval e participação efetiva, é um produto editorial de encher os olhos e, aqui, meus cumprimentos a Tavares & Tavares e a Marcos Rodrigues pelo projeto gráficos, diagramação e capa. Um primor! Por extensão, aos seus organizadores: Dr. José Anderson Nascimento e à minha amiga fraterna e parceira, Sayonara Rodrigues Viana, de quem o Tribunal de Justiça jamais deveria abrir mão, sobretudo por seu trabalho à frente do Memorial do Poder Judiciário de Sergipe. Além de textos assinados por seus organizadores, conta com a participação de Dr. José Anselmo de Oliveira.
Outro mimo que chegou às minhas mãos foi MEMÓRIAS DO QUE VIVI, do padre Gilvan Rodrigues dos Santos, do Movimento Cultural Antônio Garcia Filho, com que pude conviver pouco, mas o suficiente para constatar a riqueza de caráter e a presteza intelectual. Com mais de 450 páginas, traz dois importantes cartões de visita: as abas, assinadas pelo professor José Araújo Filho; e o prefácio de Ana Maria Fonseca Medina, intitulado “Uma trajetória à sombra da fé”, que traduz em grande medida a obra autobiográfica, mas também testemunhal.
E por fim, e não menos importante, a segunda edição de OS PARTIDOS POLÍTICOS EM SERGIPE (1889-1964), de autoria de Ibarê Dantas (2022), uma oferta do Prof. Dr. Antônio Fernando de Araújo Sá, do Departamento de História da UFS. Um clássico da História Política de Sergipe, o livro foi reeditado pela Editora SEDUC, na gestão do Prof. Dr. Josué Modesto dos Passos Subrinho, então Secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe. Esta e outras obras, significativas da historiografia sergipana foram resultado de um projeto editorial, que procurou celebrar os 200 anos da Independência do Brasil.


