Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Não faço segredo de
meus gostos e des
gostos. Deixo claro, por exemplo, desde o início da pandemia, que não sou homem de assistir a lives. Mais das vezes, miudezas técnicas subvertem a proximidade pretendida entre artistas independentes e o prezado público em uma experiência de fruição dolorosa. Discos e livros, ao contrário, não engasgam, não falham, não caem.
Uma live, no entanto, me tenta desde quando foi anunciada. Nino Karvan e Alberto Silveira realizam hoje o lançamento do disco ‘De Lua – Canções de Luiz Gonzaga’. Aos mais exigentes, o cantor garante que a transmissão foi pensada com todo o cuidado do mundo. O cenário é lindo. O som, Nino jura de pés juntos, está tinindo, uma maravilha!
Melhor assim. O show apresentado em oportunidade anterior, quando um café e até uma galeria de arte serviram de palco, impressionou muita gente, incluindo o escriba de meia pataca que voa escreve. Não bastasse o repertório impecável,a fina flor do cancioneiro nordestino, há também a dedicação notável na apropriação de tais canções. Eu mesmo nunca vi Nino Karvan cantando tão bem!
Eu já contei essa história: Ano passado, 30 anos depois de o velho Lua partir desta para melhor, sem deixar sucessor à altura, os músicos sergipanos divulgaram um vídeo com uma versão plangente do clássico ‘A volta da Asa Branca’, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Respeitando todos os valores essenciais da canção, eles imprimiram uma personalidade nova à interpretação da música. Eu ousaria dizer que ela jamais foi entoada de modo tão comovente.
Tinha tudo para dar errado. Difícil imaginar, por exemplo, o ‘fingerstyle’ de Alberto Silveira casar com um baião. Nino Karvan, por sua vez, sempre lançou mão de todos os recursos. Agora, no entanto, ele é acompanhado exclusivamente por Betinho e o aço de seu violão.
‘De Lua’ prova, sem deixar margem para dúvidas, que, em matéria de arte, muitas vezes menos é mais.Quem quiser tirar a prova dos nove deve acessar os perfis dos artistas no Instagram, hoje, às 21 horas. Eu mesmo já guardei lugar no sofá.
Rian Santos
Não faço segredo de meus gostos e des gostos. Deixo claro, por exemplo, desde o início da pandemia, que não sou homem de assistir a lives. Mais das vezes, miudezas técnicas subvertem a proximidade pretendida entre artistas independentes e o prezado público em uma experiência de fruição dolorosa. Discos e livros, ao contrário, não engasgam, não falham, não caem.
Uma live, no entanto, me tenta desde quando foi anunciada. Nino Karvan e Alberto Silveira realizam hoje o lançamento do disco ‘De Lua – Canções de Luiz Gonzaga’. Aos mais exigentes, o cantor garante que a transmissão foi pensada com todo o cuidado do mundo. O cenário é lindo. O som, Nino jura de pés juntos, está tinindo, uma maravilha!
Melhor assim. O show apresentado em oportunidade anterior, quando um café e até uma galeria de arte serviram de palco, impressionou muita gente, incluindo o escriba de meia pataca que voa escreve. Não bastasse o repertório impecável,a fina flor do cancioneiro nordestino, há também a dedicação notável na apropriação de tais canções. Eu mesmo nunca vi Nino Karvan cantando tão bem!
Eu já contei essa história: Ano passado, 30 anos depois de o velho Lua partir desta para melhor, sem deixar sucessor à altura, os músicos sergipanos divulgaram um vídeo com uma versão plangente do clássico ‘A volta da Asa Branca’, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Respeitando todos os valores essenciais da canção, eles imprimiram uma personalidade nova à interpretação da música. Eu ousaria dizer que ela jamais foi entoada de modo tão comovente.
Tinha tudo para dar errado. Difícil imaginar, por exemplo, o ‘fingerstyle’ de Alberto Silveira casar com um baião. Nino Karvan, por sua vez, sempre lançou mão de todos os recursos. Agora, no entanto, ele é acompanhado exclusivamente por Betinho e o aço de seu violão.
‘De Lua’ prova, sem deixar margem para dúvidas, que, em matéria de arte, muitas vezes menos é mais.Quem quiser tirar a prova dos nove deve acessar os perfis dos artistas no Instagram, hoje, às 21 horas. Eu mesmo já guardei lugar no sofá.