As cautelares do busão

Na prática, a prefeita jogou fora todo o trabalho já realizado a fim de oferecer um transporte digno para a população da capital sergipana

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O Tribunal de Contas de Sergipe vislumbrou indícios de malfeito na compra de ônibus elétricos, bem como na suspensão da licitação do transporte coletivo de passageiros, obra e graça da prefeitura de Aracaju. A disposição encampada pela prefeita Emília Corrêa teria custado os olhos da cara ao erário municipal, muito mais do que o devido.
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Duas medidas cautelares, pronunciadas pelo TCE, tratam do assunto. A primeira, aponta o valor exorbitante dos ônibus adquiridos pela prefeitura de Aracaju, muito superior ao verificado em outras capitais.
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A segunda está relacionada ao modo açodado como a prefeita Emília Corrêa passou por cima de contratos firmados antes. Conforme analisado pelo TCE, em parecer do conselheiro Flávio Conceição, não houve decisão judicial definitiva que suspendesse o certame, tampouco ato formal de anulação devidamente fundamentado.
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Certo é que as medidas adotadas por Emília Corrêa implicaram em ônus para Aracaju. Na prática, a prefeita jogou fora todo o trabalho já realizado a fim de oferecer um transporte digno para a população da capital sergipana. Além de tempo e esforço, puro capricho da prefeita, muito dinheiro também foi parar na lata do lixo.
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