* Rômulo Rodrigues
Poucos minutos depois de proclamado o resultado que lhe garantiu a reeleição para um terceiro mandato como presidente da República; Luiz Inácio Lula da Silva veio para o seu comitê de campanha na cidade de São Paulo e leu uma carta aos brasileiros.
Firme, energizado, sem mágoa, sem rancor, com muito amor para dar; disse que o discurso ia ser lido e que iria colocar os óculos para parecer um intelectual; estava descontraindo o ambiente ainda tenso para cumprir a última etapa do funcionamento do comitê. Já como vitorioso com mais de 60 milhões de votos foi para o palanque da Avenida Paulista, onde falou o que o seu povo e o mundo esperavam ouvir de um Estadista.
No texto lido minutos antes, Lula fez uma referência histórica que o faz merecedor de ser lido e distribuído em todas as feiras livres deste País, como já fizemos inúmeras vezes, para que nunca corramos o risco de dar vez e voz ao fascismo.
O registro foi em termos de uma metáfora, quando disse; eles tentaram me enterrar vivo, mas não conseguiram e eu estou aqui.
A metáfora puxou da minha memória o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954.
Eles, os da lava jato, do Partido Midiático e do Partido Militar, são, nada mais nada menos que os Avatares do inquérito do Galeão.
Na sequência vieram os cumprimentos do mundo civilizado. Pela ordem, o presidente dos EUA, da China, primeiro ministro do Reino Unido, presidente da Rússia, da Argentina, do México, da França, da União Europeia, primeiro ministro da Espanha, de Portugal, comunicado do governo da Noruega dizendo que vai voltar a financiar a preservação da Amazônia, além de todos os presidentes da América Latina, Central e do Caribe e os mandatários da OMS e OEA, enfim; o mundo inteiro, de Israel a Cuba, feliz porque o Brasil, com sua grande importância para o equilíbrio do mundo, terá no seu comando, um Estadista reconhecido e respeitado por todos.
O outro, que cansou de dizer que era melhor está na praia tomando caldo de cana com pastel do que governar o País mesmo, comprovadamente trabalhando só 4 horas por dia, não foi homem para enfrentar um resultado adverso nas urnas, se trancou na suíte, mandou apagar as luzes todas da residência oficial se se socou embaixo da cama e deve estar chorando há mais de 36 horas.
Muita diferença para o professor Fernando Haddad que após o resultado de 2018 enviou mensagem parabenizando pela vitória e desejando sucesso no governo que iniciaria em 1º de janeiro de 2019.
De certo que ele só teve como registro histórico revelar ao mundo e a nós mesmo que existe no Brasil um número surpreendente e preocupante de fascistas que somado aos que se deixaram contaminar pelas enxurradas de temerosas mentiras, chegou a revelar nas urnas, mais de 58 milhões de votos válidos.
O presidente da Argentina, Alberto Fernandez e o ex-presidente do Uruguai José Mujica logo desembarcaram por aqui para abraçar o sopro de esperança que inunda a nossa América do Sul.
Da União Europeia já veio o reconhecimento de que Lula será capaz de unir pontes para pacificar o mundo.
Não à toa que do centro do tabuleiro da maior ameaça à paz que o mundo enfrenta os dois enxadristas da guerra, Vladimir Putin eVolodymyrZelensky, enviaram congratulações e manifestaram desejos de ver o presidente eleito no centro dos encaminhamentos da paz.
Em suma, o Brasil voltará a ser protagonista no mundo e ditará pautas nas reuniões do G7+1 e no G-20.
Sem a presença simbólica de um presidente da República desde o término das apurações, o vazio institucional vai sendo preenchido por quem tem responsabilidade com a pátria e seu povo.
Os presidentes da câmara dos deputados e do senado federal já deram suas garantias de segurança institucional, o ministro chefe da casa civil já aceitou dialogar e o TCU, pela primeira vez, constituiu um gabinete para acompanhar a transição e, vejam, até o senador Flávio Bolsonaro pediu calma a os seguidores.
Enquanto o dólar cai e a bolsa sobe, a pistoleira deputada federal por São Paulo continua sua jornada inglória de subverter a ordem, bradando que ninguém acate decisões do ministro Alexandre de Moraes e os caminhoneiros terroristas bloqueiam estradas negando o resultado das urnas, sem entender que a eleição de Tarcisio governador em São Paulo, comtemplou, por demais os mineradores, desmatadores e espalhadores de veneno do agronegócio.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


