* Rômulo Rodrigues
Para começo de conversa o destaque vai para a lei que por princípio a classe dominante além de não cumprir a usa em seu favor como propriedade privada que é a que trata das concessões de Rádios e Televisões, maiores fontes de manuseio para alienar populações e exercer seus domínios econômicos, políticos e ideológicos.
Diz a dita lei que as concessões de Rádios e Televisões no Brasil são atribuições do governo federal-qualquer governo, para uso do espectro eletromagnético considerado um bem público da humanidade e por isso, não pode ser privatizado e, com a lei 15.182 de 2025 o processo de renovação de concessões foi simplificado, eliminando a necessidade de novas licenças técnicas a cada prorrogação de outorga, mantendo as concessões de TV em 15 anos e as de Rádio em 10 anos exigindo contra partidas em educação e de conteúdo.
Eis aí o X da questão; a poderosíssima Rede Globo de Rádio e Televisão age escancaradamente no modo descaracterizar o quesito educação usando há décadas programas de arrecadação aplicando para seu interesse o que disse Hegel: “A informação está atrelada à construção do conhecimento histórico e à consciência, onde a informação provoca a ação; a desinformação causa acomodação.
Na guerra do momento em que, ao que tudo indica, o tirano Benjamin Netanyahu, convenceu o não menos tirano Donald Trump a atacar o Irã acontece o mesmo fenômeno de sempre quando as emissoras dos Marinhos fazem coberturas de guerra e que a primeira vítima é sempre a verdade e a pauta passada para analistas e correspondentes dá toda impressão que é elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o aviso bem sintomático; esta é a nossa verdade.
Um exemplo de cretinismo exacerbado foi na não cobertura de golpe do senador do Podemos mineiro Carlos Viana que inverteu o resultado da apuração dos votos da comissão parlamentar mista do senado e câmara com a intenção de aprovar a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Lula quando este, antecipadamente, já havia autorizado ao STF, com consciência limpa, por já ter toda sua vida e seus sigilos quebrados pela gang de Curitiba na mais escandalosa cobertura midiática da Rede Globo, comandada por Sergio Moro, Deltan Dallagnol e uma penca de procuradores corruptos, entre os quais o que a mulher deixou escoar para fora do país mais de R$ 500 bilhões pelas contas CC-5 do Banestado do Paraná, no governo FHC aí sim, sem cobertura alguma.
Fatos estarrecedores da época em que as concessões públicas tendo por lei o dever de informar à população e que receberam ordens de silêncio sepulcral, o oposto do que fizeram e fazem, sendo capazes de gasta mais de 30 horas de JN para acusar sem provas um partido político, seus principais dirigentes nacionais e quebrar a indústria nacional, eliminando 14 milhões de postos de trabalho, em flagrantes violações do que a lei determina, matando a verdade na informação e apostando na exclusão da juventude do debate diário que os formariam cidadãos e cidadãs.
Em resposta precisa Lulinha veio a público e disse; querem meu sigilo, é só pedir; toda eleição é a mesma coisa. A mídia em vez de focar em problemas reais para informar corretamente a população, conforme a lei, gasta um tempo caríssimo para mentir sobre mim, sabendo que suas narrativas já não enganam mais.
Enquanto isso, o presidente Lula volta de mais uma viajem internacional vitoriosa e vai direto para Minas Gerais botar o os pés no barro e garantir que no campo material tudo será resolvido com gasto, se for preciso, no cartão corporativo, como foi nas enchentes do Rio Grande do Sul, fato explorado criminosamente como gastos pessoais para encobrir os escândalos da Igreja Lagoinha onde estão encalacrados caciques dos partidos da extrema direita, aliados do partido midiático.
Na parte da educação, bem peculiar às crianças, não fizeram o menor barulho sobre o ataque a uma escola em Teerã onde dezenas delas foram assassinadas nos bombardeios autorizados pela dupla terrorista em evidência repetindo o genocídio praticado em Gaza com a mesma tara sádica.
O uso mais gritante e criminoso de afronta à Lei de Concessões está caracterizada na Lawfare usada para perseguir políticos do PT e destruir empresas de engenharia pesada do Brasil que estavam dominando espaços de multinacionais mundo à fora, com recompensa para a executiva da lava jato da ordem de R$ 2,5 bilhões.
Outro crime contra a soberania nacional praticado pelo partido midiático em associação com a Orcrim de Curitiba foi contra o projeto de fabricação de um Submarino nuclear em parceria com a Odebrecht, desenvolvido e comandado pelo almirante Othon, que foi encarcerado a mando de Moro para o Brasil não conquistar assento permanente no conselho de segurança da ONU, cujo silêncio estrondoso dos golpistas das forças armadas, ainda hoje repercute.
Se não bastassem tantos desrespeitos à lei, os telejornais ainda fazem questão de destacar sempre os que malocam dinheiro em saco de lixo, com a Bíblia na mão, dizendo que o fim da escala 6×1 vai servir para os trabalhadores terem tempo disponível para usar drogas, os que exaltam os extermínios das polícias dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e as implantações de escolas militares para que os filho e filhas dos trabalhadores aprendam a obedecer, sem senso crítico, e os dos patrões tenham os conteúdos que são negados a eles.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


