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Boca torta


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Publicado em 23 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou pouco tempo longe da prisão. Preso por fraude em cartões de vacina, o militar fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Mas sucumbiu a velhos hábitos, caros ao bolsonarismo. E mordeu a língua, extrapolando a própria conveniência, faltou com a verdade.
Segundo um ditado popular, o uso do cachimbo põe a boca torta. Colaborador de um governo sustentado pela divulgação de notícias falsas e repetidos ataques às autoridades da República, Mauro Cid voltou a investir contra a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal. Assim, teve os privilégios derivados da delação revogados.
A prisão foi determinada por descumprimento de cautelares impostas contra Cid e por obstrução de Justiça. 
O ajudante de ordens de Jair Bolsonaro foi chamado a prestar depoimento após a revista Veja publicar áudios em que o militar desvirtua o acordo firmado em juízo, com acusações de coação do Supremo e da Polícia Federal.
Tudo indica, mesmo após fechar um acordo de delação premiada, Mauro Cid permaneceu intimamente fiel ao bolsonarismo. E agora paga o preço.
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