BONECO INFLÁVIO

 

O sacana, inflado com verbas públicas, tem imóveis caríssimos, loja que fatura uma fartura em dinheiro vivo, funcionários generosos que lhe devolvem parte do que ganham, além de milicianos e parentes de milicianos sob a sombra do seu guarda sol
* Lelê Teles
Um pixuleco, com o bucho cheio de chocolate, sobrevoa o Palácio da Alvorada… como um fantasma.
Um blimp de mau agouro que, teimoso, pendula de um lado para o outro.
A morada, assombrada por diversos espectros sombrios, inquilina.
Uma família distópica, cujo chefe, assustado com a própria sombra, dorme com um trezoitão debaixo do travesseiro.
Sob o sol quente do cerrado, o boneco inflávio faz sombra ao palácio, e você sabe, as sombras são a assombração de quem anda assustado.
A língua, diziam os antigos, é o chicote do corpo, e quem anda a falar dos filhos dos vizinhos anda, na verdade, tentando esconder os erros dos próprios filhos.
A família presidencial tem uma fixação: Lula e seus filhos. Acusavam os Silva de serem os maiores ladrões da história da república.
No entanto, contra ambos, devassados até os ossos, nada foi encontrado.
Porém, num escrutínio rápido dos perdigueiros do ministério público, o filho pródigo do capetão, o zeroum, foi flagrado com os beiços lambuzados de chocolates.
O sacana, inflado com verbas públicas, tem imóveis caríssimos, loja que fatura uma fartura em dinheiro vivo, funcionários generosos que lhe devolvem parte do que ganham, além de milicianos e parentes de milicianos sob a sombra do seu guarda sol.
Sem falar no amigo oculto, o Queiroz. 
O diabo é que, diante de canglorosas evidências, as panelas não gritam nas varandas gourmetizadas, as ruas estão vazias, os indignados de outrora parecem ter o rabo encolhido entre as pernas.
Criam, as criaturas criadas como crianças inocentes e mimadas, que os bozo promoveriam a destruição da república sem serem incomodados.
Agora, flagrados em sua hipocrisia, os midiotas estão silentes, enquanto o chefe da nação, com o fiofó na mão, esbraveja contra repórteres no portão de casa; como aqueles pais barraqueiros que defendem os filhos arruaceiros que perturbam o bairro.
A primeira dama, madrasta do chocólatra, tem os seus fantasmas que a assombram em libras, segundo um vídeo publicado pelo próprio marido, Michele tem uma avó traficante, a mãe estelionatária e ela, com a conta bancária sob suspeita.
Veja que beleza.
Não dá mais para tapar esse sol abrasivo com peneira de garimpo; pesa, sob o pescoço da famiglia, a espada da justiça.
Satanás costuma voltar para buscar as almas que pactuaram com o tinhoso.
Quem se habilita a pendurar um boneco inflávio na praça dos três poderes, ao lado da estátua da justiça, a lhe fazer sombra?
Seria uma forma dos juízes supremos se lembrarem que, ao permitirem que esse circo fosse armado – afinal, foi com supremo com tudo – quebraram o ovo da serpente e os filhotes estão aí a envenenar a nação.
Justiça seja feita!
Palavra da salvação.
* Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista

O sacana, inflado com verbas públicas, tem imóveis caríssimos, loja que fatura uma fartura em dinheiro vivo, funcionários generosos que lhe devolvem parte do que ganham, além de milicianos e parentes de milicianos sob a sombra do seu guarda sol

* Lelê Teles

Um pixuleco, com o bucho cheio de chocolate, sobrevoa o Palácio da Alvorada… como um fantasma.
Um blimp de mau agouro que, teimoso, pendula de um lado para o outro.
A morada, assombrada por diversos espectros sombrios, inquilina.
Uma família distópica, cujo chefe, assustado com a própria sombra, dorme com um trezoitão debaixo do travesseiro.
Sob o sol quente do cerrado, o boneco inflávio faz sombra ao palácio, e você sabe, as sombras são a assombração de quem anda assustado.
A língua, diziam os antigos, é o chicote do corpo, e quem anda a falar dos filhos dos vizinhos anda, na verdade, tentando esconder os erros dos próprios filhos.
A família presidencial tem uma fixação: Lula e seus filhos. Acusavam os Silva de serem os maiores ladrões da história da república.
No entanto, contra ambos, devassados até os ossos, nada foi encontrado.
Porém, num escrutínio rápido dos perdigueiros do ministério público, o filho pródigo do capetão, o zeroum, foi flagrado com os beiços lambuzados de chocolates.
O sacana, inflado com verbas públicas, tem imóveis caríssimos, loja que fatura uma fartura em dinheiro vivo, funcionários generosos que lhe devolvem parte do que ganham, além de milicianos e parentes de milicianos sob a sombra do seu guarda sol.
Sem falar no amigo oculto, o Queiroz. 
O diabo é que, diante de canglorosas evidências, as panelas não gritam nas varandas gourmetizadas, as ruas estão vazias, os indignados de outrora parecem ter o rabo encolhido entre as pernas.
Criam, as criaturas criadas como crianças inocentes e mimadas, que os bozo promoveriam a destruição da república sem serem incomodados.
Agora, flagrados em sua hipocrisia, os midiotas estão silentes, enquanto o chefe da nação, com o fiofó na mão, esbraveja contra repórteres no portão de casa; como aqueles pais barraqueiros que defendem os filhos arruaceiros que perturbam o bairro.
A primeira dama, madrasta do chocólatra, tem os seus fantasmas que a assombram em libras, segundo um vídeo publicado pelo próprio marido, Michele tem uma avó traficante, a mãe estelionatária e ela, com a conta bancária sob suspeita.
Veja que beleza.
Não dá mais para tapar esse sol abrasivo com peneira de garimpo; pesa, sob o pescoço da famiglia, a espada da justiça.
Satanás costuma voltar para buscar as almas que pactuaram com o tinhoso.
Quem se habilita a pendurar um boneco inflávio na praça dos três poderes, ao lado da estátua da justiça, a lhe fazer sombra?
Seria uma forma dos juízes supremos se lembrarem que, ao permitirem que esse circo fosse armado – afinal, foi com supremo com tudo – quebraram o ovo da serpente e os filhotes estão aí a envenenar a nação.
Justiça seja feita!
Palavra da salvação.

* Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista

 

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