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Brasil grande


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Publicado em 16 de dezembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


A participação do sul do país na geração de riqueza é um dado estatístico inegável, derivado de circunstâncias muito específicas, escolhas políticas, um contexto histórico pontual. Esta que já foi uma verdade acima de qualquer contestação, no entanto, pode estar em vias de acabar superada pela emergência de uma nova razão econômica. Enorme, o Brasil é muito maior do que suas maiores capitais.
Ao longo dos últimos anos, a economia brasileira tem se mostrado menos concentrada, com grandes cidades perdendo importância no Produto Interno Bruto (PIB, todos os bens e serviços produzidos no país). A constatação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, após se debruçar sobre os dados compilados no PIB dos Municípios.
O levantamento mostra que, em 2002, apenas quatro cidades – São Paulo (12,7%), Rio de Janeiro (6,3%), Brasília (3,6%) e Belo Horizonte (1,6%) – representavam cerca de um quarto do PIB nacional. Já em 2021, 11 cidades formavam esse grupo, correspondente a aproximadamente 25% da economia.
Em 2021, além de São Paulo (9,2%), Rio de Janeiro (4%), Brasília (3,2%) e Belo Horizonte (1,2%), entraram na lista Manaus (1,1%), Curitiba (1,1%), Osasco (SP) (1%), Maricá(RJ) (1%), Porto Alegre (0,9%), Guarulhos (SP) (0,9%) e Fortaleza (0,8%).
As evoluções e involuções observadas pelo IBGE parecem revelar uma tendência. Dentre os 5.570 municípios brasileiros, São Paulo, com menos 3,5 pontos percentuais (p.p.), e Rio de Janeiro com menos 2,3 p.p., foram as cidades que mais perderam participação no PIB entre 2002 e 2021.
Por sorte, o Brasil é mesmo grande, povoado por gente trabalhadora de norte a sul. Com investimento adequado e a devida observação da vocação econômica de cada lugar, o país tende a crescer ainda mais, cada vez mais forte e mais feliz.
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