Confiança dos brasileiros nas Forças Armadas sofre queda expressiva em 2023

Uma nova rodada da pesquisa da consultoria Quaest, divulgada nesta segunda-feira 21, aponta uma queda vertiginosa no índice de confiança dos brasileiros nas Forças Armadas. Ao todo, em 2023, o volume de brasileiros que dizem confiar muito nos militares caiu de 43% para 33%. A pesquisa foi divulgada pelo jornal O Globo.
De acordo com o levantamento, parte daqueles que confiavam muito nos fardados passou ao grupo que diz confiar pouco nas Forças. A taxa, neste caso, saiu de 36% para 41%. No mesmo período, saltou de 18% para 23% o grupo de brasileiros que não confia nos militares.
A queda nos níveis de confiança monitorada pela consultoria foi classificada como ‘expressiva’ por Felipe Nunes, pesquisador que comanda a Quaest.
A redução, importante registrar, ocorre logo após as revelações do envolvimento de militares em grandes escândalos de corrupção no governo anterior, além da participação de parte dos fardados na frustrada tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro.
As motivações por grupos de eleitores podem ser diferentes. É possível, por exemplo, que parte do eleitorado mais extremo esteja frustrada justamente com o fato da adesão ao golpe não ter sido unânime nos quartéis.
Os dados do levantamento revelam que a redução da confiança sobre os militares é ainda maior entre os bolsonaristas. O grupo que dizia confiar muito nas Forças Armadas entre os eleitores do ex-presidente saiu de 61% em dezembro de 2022, passando para 40% na pesquisa desta segunda-feira.
No mesmo segmento, 31% diziam confiar pouco nos militares na pesquisa anterior. O índice passou a 38%. Cresceu de 7% para 20% aqueles que dizem não confiar nos fardados.
O monitoramento com eleitores do presidente Lula (PT) está praticamente inalterado. Confiam muito nas Forças 43% (eram 45% em dezembro); 29% confiam pouco (eram 27%); e 26% não confiam (eram 25%).
Já entre os eleitores que anularam ou votaram em branco no segundo turno no ano passado, os índices passaram a ser de 31% de muita confiança, 41% para pouca confiança e 25% para nenhuma confiança. Em dezembro os níveis eram, respectivamente, 40%, 32% e 24%.

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