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Crônica cômica da vida


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Publicado em 13 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Gregório José

Encontrei uma página com frases engraçadas, mas com fundo de verdade. Então tomei-as emprestadas para criar um texto um tanto divertido e, ao mesmo tempo, para que possamos refletir em um momento de prazer na leitura cotidiana.
Num mundo onde as pedras são lascadas em múltiplas direções, o pintinho, ao sair da casca do ovo, declara: “Estou chocado!” Uma verdade tão incontestável quanto um peido, que afasta instantaneamente as pessoas, e tão misteriosa quanto o paradeiro de quem usou o banheiro como cenário de um crime perfeito.
Parentes, como o colesterol, vêm em versões boas e ruins. Bons tempos eram aqueles em que apenas as pedras eram lascadas, mas hoje somos tantos que até as pedras se questionam sobre sua identidade.
Chifre, comparável ao Coronavírus, paira na obscuridade. Uns sabem que tiveram, outros têm sem saber, e muitos, talvez milhares, têm e jamais descobrirão. Num mundo assim, ninguém pode falar da minha vida, afinal, não pagam minhas contas, mas eu também não posso, pois estou em débito comigo mesmo.
Dias em que me sinto como um sabonete: liso, mas cheiroso, e só existem três pessoas que falam a verdade: crianças, bêbados e pessoas com raiva, sendo que, na maioria das vezes, olho-me no espelho e me pergunto em que momento da minha existência este corpo ganhou a forma redonda.
Deus, em seus desígnios, coloca certas pessoas em nossas vidas para testar nossa paciência, e feriado em dia de chuva, num sábado, é tão inútil quanto olhos azuis em gente feia. Você não vale um real, mas quero assim mesmo, pois está no meu orçamento: aliás, um orçamento que deveria cobrir a conta do psicólogo para quem nos fez parar naquele consultório.
Andar perfumado é essencial, pois se a beleza não ajuda, que a catinga não atrapalhe. Minha mente, perdida entre a academia, a cama e a geladeira, decide por mim. E quando penso em namorar e beijar na boca, as pessoas estão tão exigentes com a beleza que desisto, afinal, chegar à melhor idade só me tornou parte do grupo de risco. O problema de envelhecer é que, quando você acha que sabe tudo, começa a esquecer. Odeio quando tento cantar e o cantor erra a letra. Pareço calmo por fora, mas por dentro já empurrei, soquei e joguei escada abaixo.
Cerveja, leite, refrigerante, nenhum resolverá problemas, pois o estômago humano não é brejo, e não podemos ficar engolindo sapo todo dia. Às vezes, tenho tanto sono que cada piscada é um sonho diferente. Não sou especial, sou uma edição limitada, inclusive a paciência.
Nem todos que calam consentem, às vezes é preguiça de discutir. Minha língua eu controlo, mas minha cara… Ah, minha cara! Há males que vêm para o bem, mas até agora, só os males têm aparecido.
Tem dias que pareço uma estrela cadente, qualquer um que me vê faz pedidos.
Ás vezes lembro que, para dar palpite na minha vida, há milhares, mas fazer um Pix na conta, nenhum. Seria bom voltar no tempo e desconhecer algumas pessoas. Nem o príncipe Harry aguenta a família real, imagine eu com gente que nem é da realeza.
Por fim, creio que opinião deveria ser pré-paga, falou muito, acaba o crédito. Quando penso em criar juízo, aparecem alguns amigos. Aí já era! Mulher casada tem duas opiniões: ou concorda com ela ou você está errado. E há pessoas que mentem tanto que, ao me desejarem bom dia, olho pela janela para confirmar se não é noite.
Boa leitura e, sorriam, vocês estão sendo filmados!

* Gregório José, Jornalista/Radialista/Filósofo

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