Rian Santos
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A qualidade de vida desfrutada na capital sergipana, uma cantilena enjoada, já soou com mais força e mais credibilidade nas ruas de Ará.
Isso foi antes de o ex-prefeito Edvaldo Nogueira cair no colo de Laércio Oliveira e se endireitar de vez. Hoje, embora a cidade enfrente ainda os mesmíssimos desafios de outro tempo, os gestores de turno adotam fórmula diversa, sem desviar do mesmo objetivo.
Trata-se de martelar mera frase de efeito, contornar as complexidades do pensamento crítico.
Edvaldo Nogueira, todo mundo lembra, declarava na primeira oportunidade: Sob as suas asas, Aracaju teria se transformado na capital da qualidade de vida. Agora, Emília faz parecido, com o cuidado de poupar a questionável reserva cognitiva do próprio eleitorado. A cada nova assinatura, pouco importa a irrelevância do rito burocrático, a prefeita arremata, com a profundidade de uma coreografia do Tik Tok: É desse jeito!
A evolução faz pensar na síntese de Saramago. Avesso aos 144 caracteres do Twitter, alardeados pelos entusiastas de então como a última fronteira do pensamento, o escritor português foi direto ao ponto, sem fazer economia de lucidez: De degrau em degrau, ele constatou, espantado, descemos ao grunhido.
IPS – Aracaju alcançou a 3ª melhor colocação entre as capitais do Nordeste e a 14ª posição no ranking nacional do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. No cenário estadual, Sergipe aparece na 12ª colocação nacional, em levantamento que avaliou os indicadores sociais e ambientais dos 5.570 municípios brasileiros e dos 26 estados, além do Distrito Federal.
O IPS Brasil utiliza dados públicos oficiais de instituições como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas para compor o índice. O objetivo do estudo é oferecer uma visão ampla sobre a qualidade de vida da população brasileira, considerando não apenas indicadores econômicos, mas também aspectos sociais e ambientais.


