Os homens eram maioria entre os trabalhadores empregados e também tinham uma média salarial 16,3% maior que as mulheres em 2021, indica a pesquisa Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram que a equidade de gênero ainda é meta.
Na letra da Lei, a mulher brasileira é senhora de todos os direitos. Na prática, contudo, no dia a dia das jornadas duplas de trabalho, em ambiente doméstico e profissional, a equidade salarial não passa de letra morta, muitas vezes. Razão pela qual todo esforço no sentido de promover a igualdade será sempre bem vindo.
A diferença de remuneração entre homens e mulheres, que vinha em tendência de queda até 2020, voltou a subir no País e atingiu 22% no fim de 2022, segundo dados do IBGE. Em teoria, a diferença é proibida pela legislação trabalhista, mas faltam mecanismos que garantam que a lei seja cumprida.
A constatação não surpreende. O Brasil tem uma das taxas mais baixas do mundo no que diz respeito à representação feminina em âmbito legislativo. No Congresso Nacional elas são apenas 92 deputadas, num universo de 513 representantes eleitos por voto direto, e ocupam apenas quatro das 81 cadeiras do Senado Federal – Daí a desigualdade persistente observada no mundo real.


