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Disparos a esmo


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Publicado em 15 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


O Estado brasileiro foi condenado, 24 anos após a morte de Antonio Tavares Pereira, membro do MST, em Campo Largo (PR). O trabalhador sem-terra, à época com 38 anos, participava de um ato pela reforma agrária na BR-277, na região de Curitiba, que foi reprimido pela Polícia Militar. Além da morte de Tavares, a ação deixou 185 feridos, em maio de 2000.
A Corte Interamericana também condenou o Brasil pela Operação Castelinho, em março de 2002. Na ocasião, a PM de São Paulo matou a tiros 12 pessoas que estavam em uma praça do pedágio da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (conhecida como Castelinho), em Sorocaba (SP). As vítimas eram supostos integrantes do PCC.
Em um caso e outro, fica evidente o despreparo da polícia brasileira para lidar com conflitos de natureza social mais abrangentes, além do baculejo. A polícia dispara a torto e direito, a esmo. Eis o que sugere os levantamentos realizados pelo Monitor da Violência, a partir dos casos de confronto policial seguidos de morte notificados ao longo dos anos.
Este é um problema grave e de abrangência nacional. Via de regra, onde falta qualificação técnica abunda a má fé, ou o puro ímpeto, o voluntarismo. Este é justamente o caso. Infelizmente, a polícia brasileira não está preparada para lidar com cidadãos e apela sempre para o último recurso. Atira primeiro, pergunta depois.
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