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DOAÇÃO DE ÓRGÃOS 


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Publicado em 21 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Hoje, o Brasil é referência mundial na área de transplantes de órgãos, não só pelo número de cirurgias

que são realizadas anualmente, mas também por possuir o maior sistema público de transplante do mundo

 
* Msc. Flávia Manuella Ribeiro de Mendonça
 
Segundo o Ministério da Saúde, o transplante de órgãos caracteriza-se como processo cirúrgico, no qual ocorre a transferência de um tecido, órgão ou célula de uma pessoa (doador) para outra pessoa (receptor). Essa troca permite o restabelecimento das funções biológicas do receptor.
O primeiro órgão transplantado no Brasil foi um rim, a cirurgia aconteceu no ano de 1964 no estado do Rio de Janeiro no hospital dos Servidores. Na atualidade, todos os transplantes que acontecem no nosso país são regulados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Esse sistema é gerido pelo Ministério da Saúde (MS) através da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplante (CGSNT) que tem como objetivo a regulamentação, controle e monitoramento das doações e transplantes que são realizados no País.
Hoje, o Brasil é referência mundial na área de transplantes de órgãos, não só pelo número de cirurgias que são realizadas anualmente, mas também por possuir o maior sistema público de transplante do mundo. Esse direito é garantido a toda população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo financiamento de 88% dos transplantes realizados no país. Atualmente o Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
A gestão nacional do SUS, por meio da Lei nº 9.434/97, estabelece normas e diretrizes referente ao procedimento de transplantes de órgãos, sendo posteriormente implantado o sistema centralizado de captação e distribuição de órgãos no país, por meio do Decreto em vigor de nº 9.175/17.
Existem dois tipos de transplantes: o que ocorre entre inter vivos, porém é pouco aplicado, pois somente é possível para alguns órgãos; e o transplante de doador falecido, desde que seja diagnosticada a morte encefálica. Após a confirmação da morte encefálica do potencial doador por dois médicos distintos, cabe à Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos para Transplante, organizar a captação e remoção, notificando as Centrais Estaduais de Transplante. Posteriormente, a família é notificada e entrevistada, para confirmar ou não a doação dos órgãos.  Em caso afirmativo, é feito o cruzamento dos dados do potencial doador com as informações dos receptores cadastrados no Cadastro Técnico Único. Os órgãos são distribuídos de acordo com as características clínicas e mediante a compatibilidade e gravidade dos pacientes receptores, preferencialmente em âmbito estadual, e não havendo receptor adequado e compatível, a oferta se estende a nível nacional.
Apesar de um número grande de transplantes serem realizados, o crescimento de doadores não acompanha o crescimento da lista de pacientes em espera. Segundo dados obtidos no Sistema Informatizado do Ministério da Saúde/ CETs – Centrais Estaduais de Transplantes, no ano de 2022 existiam 13.349 potenciais doadores, desse montante somente 3522 transplantes foram realizados representando um percentual de 26,4%. Esses valores demonstram que apesar de sermos o segundo país no mundo na realização de transplante, ainda temos um potencial gigantesco para execução desse tipo de cirurgias.
Quando observamos os dados separados por órgãos no ano de 2022, percebemos que as maiores filas estão para transplante de rim (34.807 receptores), seguida de fígado (2.132 receptores) e por último coração com 416 (receptores). Segundo o Ministério da Saúde, uma variável importante que contribui para que não haja o aumento do número de transplantes é o aval das famílias.
No ano de 2013, 7.874 famílias foram entrevistadas para a doação de órgãos, 44,3% dessas famílias negaram a doação. Quase 10 anos depois, em 2022 os dados são praticamente os mesmos. Em 2022, 7.551 famílias foram entrevistadas e 45,3% negaram a doação, demonstrando cada vez mais a necessidade de campanhas maciças para a difusão, conscientização e importância sobre transplantes de órgãos. Além da coordenação ágil de uma rede de centrais de transplante que corre contra o tempo para atender quem aguarda pela cirurgia.
 Para que aconteça a doação, é necessária a autorização familiar. Portanto, informe a sua família o seu desejo de se tornar um doador e contribua para a mudança desses dados, dando esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço a quem precisa.
 
* Msc. Flávia Manuella Ribeiro de Mendonça, docente do Centro Universitário Estácio Sergipe 
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