Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Precisamos ser francos: a homenagem dedicada ao historiador Luiz Antonio Barreto, cujo nome batiza agora o Centro Cultural de Aracaju, é das mais felizes. A escultura dourada com o semblante sisudo do intelectual, plantada no prédio desde então, ao contrário, dói nos olhos, excessiva, cafona.
O jornalista Gilvan Manoel, editor deste Jornal do Dia, já demonstrou como a prefeita Emília Corrêa afronta os princípios da impessoalidade, transparência e moralidade, ao atropelar repetidamente a exigência de licitação nos contratos firmados pela Prefeitura de Aracaju. Eu vou além: a gestão de turno na capital sergipana padece de mal gosto crônico.
Mais uma vez, a crise é também estética. Sergipe possui artistas de mão cheia, capazes de modelar qualquer matéria. Mas, sob Emília, a Cultura municipal plantou algo como uma caricatura em tintas douradas para evoca um devoto estudioso da cultura popular Serigy.
O artista Elias Melo, responsável pela escultura inaugurada, falou da emoção de retratar o amigo. “Conheci Luiz Antônio nos anos 80, e foi um prazer enorme trabalhar na obra. Finalizei em cerca de dois meses”, contou.
Cá para nós, Luiz Antonio Barreto merecia mais.

