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Doutrinação na escola


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Publicado em 02 de abril de 2024
Por Jornal Do Dia Se


A doutrinação ideológica em sala de aula, espantalho evocado pela extrema direita tupiniquim, a fim de embaralhar as páginas da História, foi um dos mais eficientes instrumentos de propaganda adotados pela ditadura militar instaurada com o golpe de 64.
Os mais velhos ainda lembram das disciplinas de Organização Social e Política do Brasil (OSPB) e Educação Moral e Cívica. Sob o pretexto de instruir os estudantes a respeito da burocracia administrativa do país, os militares empurravam a ideologia autoritária do regime pela goela dos estudantes.
Nessas disciplinas, o conteúdo tinha por objetivo exaltar os portugueses e a escravidão, desconsiderando um processo de colonização que massacrou indígenas e o caráter criminoso da escravidão no Brasil. Os militares também excluíram do currículo as disciplinas consideradas subversivas, como sociologia e filosofia. A educação física, com o objetivo de educar e organizar os corpos, além de organizar celebrações e desfiles referentes à ditadura, foi incentivada.
A expansão da educação proposta pelos militares não veio acompanhada de mais recursos, o que levou à precarização do ensino. Segundo o portal Memórias da Ditadura, criado pelo Instituto Vladimir Herzog, em 1982, quase no final da ditadura, o Brasil aparecia como o país da América Latina com menor percentual de gasto público na educação, com um investimento de apenas 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o Banco Mundial. O Haiti aparecia como penúltimo colocado da lista, logo acima do Brasil, com um investimento de 11,3%. 
Fica a advertência. Por tudo o aqui exposto, conclui-se que a educação consiste em investimento estratégico, mas jamais esteve imune ao casuísmo partidário e ideológico, podendo ser manobrada a torto e direito, com finalidades diversas – para o bem ou para o mal.
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