Rian Santos
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Uma notícia feliz precisa reverberar com mais força, cá por nossas praias: sergipano de Itabaiana, Natanzinho Lima é o único artista brasileiro a figurar no ranking Top Albums Debut Global do Spotify, divulgado pela própria plataforma.
Ocupando a 10ª posição da lista, que reúne as maiores estreias de álbuns no mundo, Natanzinho entrou para a história com o projeto “Cortando Chão”, obra que nasce de sua essência popular e da conexão direta com o público.
Eu estava avisado. Outro dia, inclusive, adverti o colega Anderson Christian: se eu resolvesse dar atenção a esse tal Natanzinho Lima, a culpa seria só dele. Anderson reagiu com o bom humor dos pecadores inocentes. E aproveitou para defender de novo a prosódia maliciosa do nosso arrocha.
Brincadeira à parte, tal ameaça incorre em uma meia verdade, apenas. Jornalista com bons serviços prestados ao município de Itabaiana, Anderson foi dos primeiros a alardear o orgulho do agreste sergipano ante o sucesso crescente desse cantor talentoso e filho da terra.
No fim das contas, entretanto, o fenômeno cresceu muito, a ponto de se impor, incontornável, mesmo para o mais esnobe dos profissionais de opinião – este que ora vos escreve.
Rasgando chão, o projeto assinado por Natanzinho, tem mais do que um batismo inspirado. No alto de um caminhão/palco, ele monta, por assim dizer, o lombo da máquina e exalta, a seu modo, o seu berço, a sua história.
Aos meus ouvidos, para ser franco, a música de Natanzinho soa tão redundante quanto qualquer outro hit comercial de agora. Em apressada audição, percebi a mesma atmosfera de birita, de gaia e de gaiatice das playlists que fazem a ambiência de todo pé sujo ou inchado. Em seus próprios termos, no entanto, Natanzinho Lima venceu. E isso tem, sim, muito mérito.
Não escuto Natanzinho Lima – não voluntariamente, ao menos. Mas o aplaudo aqui sem nenhum prurido de consciência. O “fiducanço” goza merecido sucesso. E quem quiser que tire com o gancho.


