A lamentar, apenas, a desvalorização dos professores da rede básica, em Sergipe e no Brasil
A ampliação da faixa de isenção do imposto de renda traz em si um dado perverso: grande parte da população trabalhadora empregada no mercado formal é remunerada com vencimentos modestos, ganha até R$ 5 mil.
O magistério sergipano, formado por profissionais da maior qualificação, é exemplar de tal afirmação. Segundo estimativas projetadas em Nota Técnica publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 48,2% dos professores no estado não pagarão Imposto de Renda.
A estimativa se atém a professores da rede pública e também da rede privada. Estes, aliás, num recorte mais amplo, considerando os profissionais nas salas de aula de todo o país, costumam receber menos do que os colegas do serviço público.
Convém deixar claro: A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começa a vigorar em 2026, amplia a faixa de isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de estabelecer descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais, promove, finalmente, a sempre adiada justiça tributária. A lamentar, apenas, a desvalorização dos professores da rede básica, em Sergipe e no Brasil.


