O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira, em votação simbólica, a Medida Provisória (MP) 1.172/23 que aumenta o salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320. A política de valorização permanente do mínimo, no entanto, ainda enfrenta a resistência dos reaças.
Um destaque do líder da oposição senador Rogério Marinho (PL-RN) pretendia retirar do texto que segue para sanção presidencial o artigo que define o caráter permanente da valorização real do salário mínimo. Mas teve de se conformar com o aceno do governo aos trabalhadores na base da pirâmide econômica e social.
A política de valorização do mínimo tem fundamentos muito sólidos, só não entende quem não quer. O relator da matéria, senador Jaques Wagner (PT-BA), explica o círculo virtuoso impulsionado por ideia tão simples:
“Todos os anos com ganho real implica um volume maior de dinheiro no bolso do trabalhador e, portanto, movimenta mais o comércio, movimenta mais a economia brasileira, trazendo prosperidade para todas as famílias”.
Toda norma é erguida sobra uma intenção. A lei que deu efeito prático à política de valorização do salário mínio, por exemplo, foi criada no governo da presidente Dilma Rousseff, com a finalidade de ampliar o poder de compra do trabalhador. A ideia era promover a distribuição de renda e, de quebra, aquecer a economia, tudo em uma tacada só. E assim voltará agora a ser feito, em benefício de todos os brasileiros, sem distinção.


