Emprego em Sergipe

As políticas públicas voltadas para a geração de emprego no estado, entretanto, ainda são tímidas

O contingente de famílias sergipanas beneficiárias dos programas de transferência de renda em Sergipe decresceu, fato puro e simples. Hoje, o número de trabalhadores com carteira assinada no estado supera o de assistidos pelo programa Bolsa Família. As políticas públicas voltadas para a geração de emprego no estado, entretanto, ainda são tímidas.
Sob a perspectiva do governo, o copo está meio cheio, por assim dizer.  Haveria razões de sobra para comemorar. Os dados do IBGE, entretanto, apontam em outra direção.
No acumulado de janeiro a setembro passado, o Nordeste criou 338.090 novos empregos. A Bahia liderou o saldo acumulado no ano, com 99.732 empregos, seguida por Pernambuco (61.620). Na outra ponta, aparecem Alagoas e Sergipe como os estados nordestinos que menos geraram empregos formais de janeiro a setembro. Os dois criaram no período, cada um, 11.282 postos de trabalho.
O governador Fabio Mitidieri, entretanto, parece muito satisfeito com supostos feitos, esforça-se para dourar a pílula. E, assim, exime os seus auxiliares de buscar soluções concretas para o problema: “Assumimos o compromisso de ser o governo do emprego e alcançamos um número impressionante”.
A comparação com o desempenho de estados vizinhos contraria o entusiasmo de Fabio Mitidieri. Em verdade, a situação geral do mercado de trabalho no Brasil melhorou muito sob Lula. Em Sergipe, muito menos do que no resto do Brasil.
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