O governo federal está atento ao envelhecimento da população brasileira. Tanto é assim que o Ministério da Cidadania e Direitos Humanos publicou portaria determinando a capacitação de agentes públicos para atuar junto ao segmento em todo o país.
Há razões concretas para a preocupação. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE em 2022, a parcela da população acima dos 60 anos de idade passou de 11,3% para 14,7% em 10 anos.
Os locais onde essa população vive, associados aos indicadores de privação socioeconômica e de desigualdade social, servirão de parâmetro para a escolha dos municípios onde o programa Envelhecer nos Territórios chegará primeiro.
Depois de capacitados, os agentes locais atuarão por 12 meses como articuladores de conselhos e órgãos gestores das políticas de direitos humanos. Eles também acompanharão o alcance das políticas aos grupos de pessoas idosas, na proporção de 150 a 200 pessoas, para cada agente local.
É bom que o programa produza resultados concretos na vida da população idosa, Brasil afora. Trata-se aqui de uma parcela da população relegada a segundo plano, após dedicar os melhores anos da própria vida à geração de riqueza e conhecimento. Nada mais justo, portanto, que seja recompensada com algum conforto quando lhes falta força para carregar a família e o país nos braços.


