Rian Santos
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Tenho o dedo duro de apontar para os outros.
Não me custaria nada, portanto, encontrar um pecado novo, a fim de atribuir à prefeita Emília Corrêa todos os males do Forró Caju.
Sim, há muito a ser criticado nos grandes eventos do calendário festivo local. Mas isso de diluir a festa, por assim dizer, erguendo palcos nos quatro cantos da capital sergipana, merece todos os aplausos.
Para ser justo, convém lembrar que a intenção de descentralizar o Forró Caju não é uma grande novidade. Quando esteve à frente da Funcaju, o jornalista Luciano Correia criou o Forró nos Bairros, com objetivo muito parecido. Agora, no entanto, a Prefeitura parece ter abraçado a ideia.
A altura simbólica dos palcos nas lonjuras da cidade é outra, realmente notável. Hoje, por exemplo, o Forró Caju será realizado no Bugio. Entre as atrações divulgadas, destacam-se as sanfonas de Lucas Campelo e Targino Gondim.
Eu e a prefeita Emília pensamos diferente sobre quase tudo, uma questão de vivência, repertório e sensibilidade diversas e até mesmo divergentes. No que diz respeito ao Forró Caju, contudo, ela acertou em cheio. Ao menos, nos limites estreitos de uma expectativa minimamente razoável.


