Gestão lixo

Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, vive hoje dias de triste memória, ainda vivos na lembrança da capital do estado. A fedentina tomou as ruas daquela cidade. A imundície prospera.
Depois de dois anos sem receber os devidos repasses financeiros por parte da Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, a empresa Estre Ambiental se recusa a receber resíduos no aterro localizado em Rosário do Catete, bem como no transbordo, na própria cidade de Socorro. A prestação do serviço se tornou inviável. Após período tão prolongado de inadimplência, a dívida acumulada já chega a R$ 17 milhões.
A situação exige providências. Mas o prefeito Inaldo Silva nada faz, além de implorar e apelar aos sentimentos de um ente privado. A situação lembra muito o período já mencionada, quando as ruas de Aracaju foram tomadas pelo lixo das residências e estabelecimentos comerciais. Fala-se aqui de um passado recente. Somente na gestão do prefeito Edvaldo Nogueira a coleta do lixo foi regularizada.
Em verdade, Nossa Senhora do Socorro não é um município mais pobre do que outros. Falta-lhe, somente, a dedicação de um gestor responsável, com capacidade para manter os compromissos assumidos em dia. A coleta de lixo pode ser tomada por um caso emblemático. Em Aracaju, foi necessário que um novo gestor assumisse os destinos da cidade para o serviço finalmente voltar a ser prestado com a necessária regularidade. Em Socorro, por dedução lógica, não será diferente.

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