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HOMOFOBIA NA EMBRAPA


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Publicado em 27 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Manoel Moacir C. Macêdo, Manoel M. Tourinho, Gutemberg A. D. Guerra

O pensador e humanista americano Noam Chomsky, afirmou em entrevista que “o mundo está no momento mais perigoso da humanidade”. Pandemia, guerras, crise climática, desigualdade, extremismos e intolerância, ameaçam a coesão social e a vida na Terra. Campeia a intolerância como prática social do Homo sapiensem relação aos outros da mesma espécie. Longe da harmonia entre humanos, assenta uma arena violenta, em aparente anomia. Violência, linchamentos, milícias, intolerância política, religiosa, racial e sexual, em vários graus, definem o padrão atual da humanidade.
Alguns indicadores desse mundo perigoso em âmbito nacional, são conhecidos, outros são disfarçados no “jeitinho brasileiro”, na religiosidade, na herança escravocrata e na engenhosa elite, carente de pertencimento nacional e empatia humana. As desigualdades econômicas são moralmente inaceitáveis, mas as diversidades societárias clamam por convivência cidadã.Metade da população é negra, marcada pela escravidão, restrições de emprego, renda e poder, todas a exigir superações, comprometendo para isso,cada um de nós.
Não é recente, a intolerância sexual em suas sutis expressões. Nojo à homofobia, como “aversão irreprimível, repugnância, medo, ódio ou preconceito contra homossexuais, lésbicas, bissexuais e transexuais”, ampliado ao conjunto LGBTQI+. Gente em sua essência é diversa e plural em valores e misteres. Não basta entender as causas, mas abraçar aceitando todas as manifestações. O ser humano, processa sentidos variados no curso da existência. Inegociável a tolerância e respeito na convivência social e expressões sexuais, amparadas pelo paradigma positivista vigente, ou pelos mistérios da pós-materialidade, paradigma, em construção.
Inconcebível e injustificável ser o Brasil “o país com a maior quantidade de registros de crimes homofóbicos do mundo […], um homossexual é morto a cada 28 horas” no território pátrio. Similar indignação ao feminicidio, que agride e assassina mulheres, apenas por serem do gênero feminino. Não menos, agressivo e indesejável é o registro de assédio e intolerância sexual no ambiente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA Algodão, localizada em Campina Grande, PB, organização com relevante história, e importantes serviços à sociedade brasileira e mundial.
É inaceitável a homofobia no ambiente qualificado de geração do conhecimento: a denúncia de intolerância sexual, sofrida por um pesquisador da EMBRAPA e peticionada aos órgãos estatais da sociedade, protetores de vulneráveis, perseguidos e discriminados. Alguns deles são senhores de ações judiciais, por deferência da Constituição Federal do Brasil.Relata o denunciante, “que a homofobia é praticada faz tempo dentro da empresa […]as agressões passaram de veladas para escrachadas com conteúdo discriminatório”. Louvor à estrutura corporativa de defesa dos empregados, ao repudiar o “assédio e homofobia praticados contra o pesquisador”. Merece apoio e reconhecimento a coragem do pesquisador que denunciou a agressão naquela organização e continuada atenção ao que possa estar acontecendo em outros ambientes de trabalho para que a impunidade não ganhe mais espaço do que já tem. Que não fique apenas na denúncia, mas alcance com celeridade no devido processo legal, a exemplar punição dos delituosos.
Assusta o universo nacional e internacional admirador da EMBRAPA, em seus cinquenta anos de maturidade organizacional, a “notícia do crime”, amplamente divulgada em veículos de comunicação. “Parlamento PB: Funcionário da Embrapa denuncia colega por homofobia”. “G1.globo.com / g1Paraíba: Pesquisador denuncia episódios homofobia no ambiente de trabalho, na Embrapa, em Campina Grande” e “ClickPB. Crime. Funcionário da Embrapa denuncia homofobia após colega de trabalho oferecer R$ 300 para alguém o estuprar, em Campina Grande”.
Fatos e versões estão publicizados. Às cidadãs e cidadãos, dentro e fora da EMBRAPA, cabe o dever de representar as ocorrênciasao Ministério Público. Qualquer pessoa do povo, pode usar similar empoderamentona propositura de ação judicial.Resta, a quem de direito, tomar as decisões, em acordo com o devido processo legal, a presunção de inocência e a ampla defesa, sob pena de como agente público prevaricar, e em consequência sofrer as restrições punitivas da lei.

* Manoel Moacir C. Macêdo, Manoel M. Tourinho, Gutemberg A. D. Guerra são engenheiros agrônomos

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