LAMBE-LAMBE EM ARACAJU, POR CÂNDIDA OLIVEIRA

Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos

No final da tarde de ontem, no Museu da Gente Sergipana, a historiadora e jornalista Cândida Oliveira lançou o livro “Lentes, memórias e histórias: os fotógrafos lambe-lambe em Aracaju (1950-1990)”, numa solenidade bonita e concorrida, contando com a presença de diversas personalidades do âmbito intelectual e cultural sergipano. Atuante nas lides da comunicação e com destacada atuação na EDISE, é o seu terceiro trabalho editorial e o primeiro autoral.

Cândida é natural da cidade do Rio de Janeiro (7 de outubro de 1976), filha de José Gomes de Oliveira (cearense) e Maria José dos Santos, a dona Leca. É irmã gêmea de Cleber Oliveira. Com três anos de idade, veio mora em Aracaju com a família e aqui se estabilizou, tendo feito toda a sua formação escolar (básica e superior) na capital sergipana, tendo frequentado os seguintes estabelecimentos de ensino: Escola Estadual Senador Leite Neto – primário; Educandário São Carlos (a 4ª série) – não existe mais; Colégio Estadual Barão de Mauá – do 5º ao 8º ano; Colégio Estadual Tobias Barreto – 1º e 2º ano científico; e o Colégio Senhor do Bomfim (2º e 3º anos – técnico em Contabilidade).

Em Nível Superior, tem duas formações: Jornalismo (Universidade Tiradentes, 2001-2005) e Licenciatura em História (UFS, 2012-2017). Ainda sem atuação na docência, tem concentrado sua vida profissional desde 2004 na área de comunicação e jornalismo. Foi estagiária na Flash Assessoria de Comunicação (2004-2007) e na Fundação de Amparo à Pesquisa de Sergipe; atuou no Jornal Correio de Sergipe (2006-2007); no Jornal do Dia (2007-2014), na Secretaria de Comunicação de Aracaju (2007-2010) e na Secretaria de Comunicação do Governo do Estado (2010-2014). Atualmente, trabalha como Assessora da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe – Segrase.

Eu tive a honra de apresentar “Lentes, memórias e histórias: os fotógrafos lambe-lambe em Aracaju (1950-1990)” e também de acompanhar toda a trajetória acadêmica de Cândida Oliveira ao nível Universidade Federal de Sergipe, onde ela foi minha aluna e orientanda tanto no Curso de Licenciatura em História, como no Mestrado em História, com essa temática sobre a história da fotografia em Sergipe a partir das memórias em torno do lambe-lambe. O livro, aliás, é um desdobramento de sua dissertação

Recentemente, sua pesquisa despertou a atenção do quadro UFS Ciência. Em matéria intitulada “Foto lambe-lambe ou oiti: ascensão e declínio na Aracaju de outrora”, uma produção de Abel Serafim. Na ocasião Cândida pôde falar um pouco mais sobre sua trajetória de pesquisa e como chegou à temática. De igual modo, pude também me pronunciar a respeito além do já havia dito na apresentação obra, destacadamente a parte em que ressalto os sujeitos do lambe-lambe: “Então, o lambe-lambe não é em si o objeto, mas os sujeitos que desenvolveram e implementaram uma técnica no centro de Aracaju e, assim como muita coisa, esses sujeitos e suas práticas foram engolidos pela chamada modernidade da capital sergipana”.

“Lentes, memórias e histórias: os fotógrafos lambe-lambe em Aracaju (1950-1990)” é prefaciado pela professora doutora Edna Maria Matos Antônio, que testemunhou o início das atividades de pesquisa de Cândida Oliveira quando foi estudante de jornalismo da Universidade Tiradentes. O livro torna-se desde então um importante contributo para a historiografia sergipana, no afã de que ele desperte outros olhares por novas lentes.

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