Lava jato a perseguição ao PT nunca dorme

* Rômulo Rodrigues

Já passam do tempo e dos limites as ações da Organização Criminosa jurídica, política e do sistema financeiro ou, ORCRIM de Curitiba, fincada lá na vara federal, comandada por um juiz parcial que sequer passou no exame da OAB e não se sabe como foi aprovado no concurso de juiz federal, que não lia os processos, que assassina a linguagem escrita e falada em todos os momentos e dava pistas de receber instruções externas para destruir indústrias brasileiras, o Partido dos Trabalhadores, prender o ex-presidente Lula par que não ganhasse a eleição de 2018, além de vários dos principais dirigentes do PT, por acusações sem comprovações sob um argumento calhorda de: não importa se não houver provas que sustentem as acusações; posso condena-los por convicções, e ainda estar atuando na clandestinidade.
E assim está sendo a prática há duas décadas; primeiro fazem uma acusação, depois vazam a versões para os ativistas da imprensa corporativa, em seguida massificam em seus telejornais com narrativas que usem de todos os meios para as massas acreditarem e só assim, concedem alguns segundos para alguma defesa dos massacrados.
Foi assim e assim será como no Power Point do Deltan Dallagnol para condenar Lula a 580 dias de prisão e foi assim numa edição piorada de Malu Gaspar, e assim vai ser enquanto puderem usar mentiras para frear a ascensão da candidatura de Lula até que construam uma alternativa que ainda possa ser dourada e colocada na praça como vacina para conter a epidemia que só eles representam.
Como o buraco do escândalo Master é tão sem fundo que, se continuarem cavando, poderão chegar até o Japão; tentando de quebra esconder as falcatruas da operação Carbono oculto que poderão pegar em cheio os herdeiros do carlismo na Bahia, na trilha das narrativas falsas de Malu Gaspar que, mesmo desmentidas não deixam de ser repetidas, trouxeram para a cena principal uma forte acusação contra o senador do PT Jaques Wagner e as pautas estão devidamente montadas e servidas no café da manhã, no almoço e no jantar de todos os dias.
Obedecendo ao mesmo critério ofensivo da lava jato e lembrando o que disse Romero Jucá, com o Supremo, com tudo, há sinais de que vem lá de dentro bancada pelo ministro profundamente evangélico projetar o senador Jaques Wagner em envolvimento com as trapaças de Daniel Vorcaro para alimentar a sanha do antipetismo ao mesmo tempo em que tira o nome de Flávio Bolsonaro do foco real dos escândalos;
Nada impede e é até imperioso que se investigue o senador do PT com a isenção que a lei exige e, até provas em contrário, lhe seja dada a presunção de inocência; porém, antes de promover os escândalos das narrativas, para o bem da democracia vale recorrer à trajetória política do senador do PT que foi deputado federal por 12 anos, ocupou cargos do primeiro escalão do primeiro governo do presidente Lula, governou o estado da Bahia por 8 anos, elegeu seu sucessor que governou por mais 8 anos e que disputa a reeleição para completar outro ciclo de 8 anos e que, só foi candidato e eleito senador após completar o segundo mandato de governador, estando portanto completando 28 anos de cumprimento de mandatos de altas relevâncias, sem contar que, antes foi dirigente sindical do SINDIQUIMICA e da CUT da Bahia além do PT e mesmo enfrentando e vencendo o grupo político mais poderoso e temido deste estado, só agora vieram descobrir que ele praticou ou pratica malfeitos?
Existe uma acusação bem mais relevante contra o senador do PT da Bahia; a de que ele é sionista e, como todo o aparato midiático que deu e dá suporte à lava jato também é, passa pano e não vai ao âmago da questão, que supera qualquer desvio moral pela corrupção que é a essência de toda a direita, da extrema direita e de suas legendas partidárias sem exceção.
A questão que se impõe não é passar pano para Jaques Wagner ou qualquer petista; é saber o que representa a narrativa de que a Polícia Federal aponta que imóvel comprado seguiu o modelo usado no caso BRB e aí, como disse o presidente Lula quando acusavam seu filho Fabio Luiz, sem provas. Tem que investigar quem está sendo citado e caso comprovada alguma comprovação, julgar e condenar.
Mas, se ficar comprovado que é uma armadilha de um ministro do STF? As acusações se referem a que ele auferiu vantagens de Augusto Lima e não de André Vorcaro como: ingresso para o show de uma cantora internacional em Los Angeles e segundo a revista FORUM o que não impede que as investigações prossigam com as devidas neutralidades e seriedades no que diz respeito às afirmações da PF de que Wagner defendeu no senado, emendas para aumentar valores de empréstimo consignados e que Augusto Lima colocou um jatinho á disposição para o senador viajar.
O passo à frente da defesa de Jaques Wagner junto à suprema corte contra as buscar e apreensões na expectativa de que o órgão máximo da justiça ponha tudo em pratos limpos e a verdade seja estabelecida com a semana apontando que o mundo político aguarda o veredicto das pesquisas e os reflexos nas cabeças da população, ficando no ar bem dentro do clima de copa do mundo: vencerão as narrativas ou as versões? Basta lembrar que no auge das perseguições que prenderam dirigentes do PT, Wagner foi investigado e nada foi encontrado contra ele.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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