A prefeitura municipal de Aracaju assumiu a proteção da mulher como uma missão. Amparadas na Lei Maria da Penha, as autoridades responsáveis pela assistência social e a segurança pública no município trabalham na educação, prevenção e acompanhamento das vítimas, para evitar o pior.
Hoje, há todo um aparato municipal dedicado à proteção da mulher na capital sergipana. Fala-se aqui de aparelhos e profissionais qualificados. Sob a proteção do município, as mulheres recebem todo tipo de assistência, desde a psicológica, até a jurídica.
Infelizmente, demanda por estes serviços não falta. Ano passado, a Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis do estado solicitou à Justiça medida protetiva para mais de mil vítimas. Foram 655 medidas de urgência solicitadas durante o plantão de gênero só em Sergipe.
O Brasil ainda é um dos países com maior número de casos de violência contra a mulher, um dado que rima com a baixa representação política e, como reflexo, a criminalização do aborto, por exemplo. Nem mesmo avanços pontuais, como a sanção da Lei Maria da Penha, há 17 anos, têm se mostrado capazes de romper completamente com a naturalização destes crimes. É preciso atuar na prevenção, acolhendo vítimas e educando a população. É preciso, em suma, combater o machismo.


