Episódios assim, cada vez mais corriqueiros, rebaixam o Congresso Nacional
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, é uma das maiores autoridades do país em matéria ambiental, reconhecida no mundo inteiro. Um reles senador, no entanto, atreveu-se a confrontá-la justamente em função de sua trajetória política. E ficou falando sozinho.
Marina Silva era convidada em audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, onde um tucano de duvidosa plumagem afirmou que a ministra não merecia respeito e deveria se colocar em seu lugar.
“O meu lugar é o lugar da defesa da democracia, o meu lugar é o lugar da defesa do meio ambiente, do combate à desigualdade, do desenvolvimento sustentável, da proteção da biodiversidade, de projetos de infraestrutura necessários ao país”, defendeu a ministra.
Antes, durante a audiência, houve calorosos debates sobre temas como a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental e a extensão da BR-319. Tratava-se, então, de temas relevantes. Mas, desrespeitoso, o tal senador pretendeu fazer da audiência um circo.
Plínio Valério, eis o nome do sujeito, já havia atacado a ministra Marina Silva durante um evento no Amazonas. Naquela ocasião, o senador afirmou: “Imagine o que é tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”.
Episódios assim, cada vez mais corriqueiros, rebaixam o Congresso Nacional, transformado em uma casa da Mãe Joana, onde tudo pode, nada tem consequência. Pior para a Democracia.


