A esperança depositada nos governos que tomaram posse neste início de ano atribui ao presidente Lula e os governadores eleitos uma responsabilidade extraordinária. Não se trata apenas de realizar uma boa gestão, tendo em vista as promessas realizadas durante a campanha eleitoral. Mas de reconstruir um país.
Sim, as gestões agora em curso têm prioridades e estratégias particulares, naturalmente. Mas os anos seguidos de excentricidade institucional impõem também uma agenda comum: a de trazer de novo a administração para os eixos estabelecidos pela Constituição Cidadã, colocar de novo a justiça social no horizonte da administração pública.
Neste particular, nada há de mais urgente do que estruturar de novo os programas de distribuição de renda, a fim de fazer chegar os recursos a quem de fato precisa. Também é preciso investir pesado na geração de empregos. A promoção de saúde, educação, segurança, isso tudo é feijão com arroz no menu de qualquer gestor com o mínimo de responsabilidade social e com o futuro.
Lula recebeu a faixa presidencial das mãos do povo, em uma cerimônia de capital simbólico sem precedentes. O governador Fabio Mitidieri conquistou a confiança da maioria entre os sergipanos. Agora, um e outro terão de lidar com as circunstâncias excepcionais de uma economia em frangalhos, a fim de promover o bem estar da população. Isso tudo, sem recorrer aos fantasmas de uma herança maldita.


