Na corda bamba

Além de se equilibrar na corda bamba, enfrentando o vento forte das estatísticas, num esforço para manter o próprio emprego, o trabalhador sergipano ainda tem de se virar como pode em ambiente muitas vezes inadequado.
Sergipe tem mais de 27 mil casos de acidentes de trabalho registrados nos últimos 10 anos. Os dados se baseiam em comunicações de acidentes de trabalho (CAT) ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), colhidos por meio da plataforma Smartlab. A cultura da prevenção manda um abraço.
Os números trazem à tona e dão visibilidade a uma realidade conhecida de perto somente por quem pega no pesado e coloca a mão no batente. A segurança do trabalhador, as condições de indispensáveis ao exercício do seu labor, nem sempre são consideradas e colocadas em primeiro lugar.
A situação não é privilégio dos sergipanos. No Brasil, em 2016, foram registrados cerca de 710 mil acidentes e mais de 2.800 mortes. Segundo dados da OIT, o custo estimado anual desses acidentes chegava então a 4% do PIB, o equivalente a R$ 200 bilhões por ano. Custo maior, entretanto, é sofrido na pele de quem sustenta a economia nacional com o próprio suor, de sol a sol, e de suas famílias.
Casos fatais não são inéditos, em nenhum lugar do mundo. Às vezes, o acidente não passa de fatalidade. Daí a necessidade de investir em prevenção e segurança no cotidiano de todo e qualquer ambiente de trabalho. A vida do trabalhador não tem preço. E a prevenção será sempre o melhor remédio.

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