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NAS AMÉRICAS, O SOL HÁ DE BRILHAR MAIS UMA VEZ


Publicado em 06 de junho de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

Depois da estrondosa vitória na eleição de uma mulher, judia e que defende o povo palestino, no México, e a resposta de Joe Biden ao colocar mais dificuldade para pessoas atravessarem a fronteira, o mutismo da mídia corporativa só é quebrado para exaltar que a vitória do premiê da Índia nas eleições de domingo, tem gosto de derrota.
A candidata Claudia Sheinbaum, apoiada pelo atual presidente da República López Obrador, venceu o pleito com significativos 60,6% dos votos, contra a opositora Xóchitl Gávez com 29,4% que marcou com elegância democrática a participação no pleito, ao fazer um pronunciamento em rede nacional reconhecendo a vitória de Claudia e desejando sucesso à vencedora, em demonstração de civilidade, gesto que Aécio Neves e Jair Bolsonaro não aprenderam nas escolas de casa e da vida.
A vencedora também foi elegante, em resposta, e destacou ter se tornado a primeira mulher a ser eleita para presidir o México em 200 anos de República; dizendo que não chegou sozinha; chegamos todas; com nossas filhas e nossas netas. Provando que o México pode realizar eleições livres.
Claudia garantiu também respeitar a liberdade empresarial e facilitar o investimento privado nacional e estrangeiro, garantindo todo o respeito ao meio ambiente e finalizou defendendo o voto direto para eleger ministros da Suprema Corte. Falta esperar e ver o que o impacto causará nas eleições do país vizinho.
No currículo político da militante das causas ambientais consta que começou sua atuação como secretária de meio ambiente da Cidade do México quando López Obrador era prefeito e depois, pelas mãos dele, ela se elegeria prefeita da Cidade do México.
Ao acompanhar o processo e constatar a vitória da primeira mulher para presidenta do país amigo, vizinho de cerca dos Estados Unidos da América, o presidente Lula deve ter lembrado das emoções sentidas, ao eleger a primeira mulher presidenta do Brasil e relembrar as participações de organismos de Estado de Tio Sam no golpe que derrubou Dilma Rousseff da presidência da República, muito por ser mulher, e que levou o Brasil ao caos social, financeiro e político, tendo como consequência a ascensão vertiginosa do Fascismo no país.
As conjunturas internas e externas se apresentam favoráveis para que o Brasil tenha uma voz cada vez mais forte no mundo para garantir respeito internacional ao governo autônomo daquele país.
Um ponto que se aproxima da curva, fora o visível desgaste internacional dos EUA nas suas intervenções como mandante e principal incentivador no genocídio em terras palestinas e nas loucuras do presidente da Ucrânia, é a manifesta intenção da Rússia em negociar com países da América Latina, deixando o dólar de fora das negociações.
No Brasil, país cada vez mais forte na consolidação do Sul Global, que agrega dezenas de outras nações em torno do BRICS e do Banco do bloco, os números recentes na economia são dos mais promissores; com o aumento de 0,8% do PIB no primeiro trimestre do ano, mesmo enfrentando uma criminosa e intencional taxa Selic de 10,50% ao ano, impõe uma derrota desmoralizante par a mídia corporativa e os analistas de mercado.
Importante é a constatação que o crescimento se deu pelo consumo das famílias, aumento do emprego formal e real, a queda da inflação e o crescimento do setor de serviços, quadrado mágico que contraria a lógica neoliberal do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, cujo pensamento e ação são valores ditados pelos agentes do mercado financeiro e contrários aos interesses do Brasil.
Segundo o IBGE a atual População Economicamente Ativa, PEA, foi para 100,8 milhões de pessoas e mostra um crescimento de 2,8% na comparação anual e equivale a 2,8 milhões de postos de trabalhos criados.
O número de trabalhadores com carteiras assinadas é de 38,188 milhões, um recorde desde 2012, no primeiro governo Dilma Rousseff, que alcançou o pleno emprego em 31 de dezembro de 2014.
Em abril de 2024 já foram criados 240 mil novos postos de trabalho e desde janeiro 2,2 milhões com carteiras assinadas.
Os números não mentem e os organismos internacionais já colocam o Brasil como a 8ª maior economia do mundo, a caminho da 6ª posição que já ocupou antes do golpe de 2016 que o jogou na 12ª. Enquanto isso, a Argentina que encampou o bolsonarismo, pede socorro ao Brasil.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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