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NO MOMENTO SÃO DUAS CHACINAS E UM SÓ MANDANTE


Publicado em 30 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

É justo que se repita à exaustão que em qualquer guerra, de qualquer dimensão, a primeira vítima é a verdade.
Na brutalidade crescente do Estado de Israel contra o povo palestino, não só está cristalizada esta verdade como também o cerceamento de dizê-la por aqueles que berram diuturnamente pela liberdade de expressão, para matarem a verdade e proclamarem a mentira.
Nesse quesito, a imprensa patronal nacional se destaca e causa um dos maiores males ao povo com suas constantes narrativas distorcendo fatos e inventando verdades vergonhosas.
É cada vez mais cansativo ver os créditos que são dados a um império que, mesmo já mostrando sinais de esgotamento, que usa e abusa do expediente de incentivar guerras cujos reflexos diários são mortes de civis inocentes, mulheres e crianças, que buscam abrigos de proteções, com destruição de territórios de culturas seculares que estão sendo varridos dos mapas.
Guerras no mundo existem praticamente desde que o mundo é mundo quando as realidades eram de lutas pela sobrevivência, de cada época histórica.
As de hoje e de ontem, não são; são sim, da barbárie contra as civilizações, como as da Faixa de Gaza e da Ucrânia, que meio esquecida, mas, continua sendo uma barbárie; com um só personagem tenebroso; um tal de Tio Sam, visível nos cenários criminosos e invisível nas narrativas midiáticas.
No momento, no Rio Grande do Sul, a clarividência vem à tona. Enquanto o povo consciente deixa de lado todos os seus problemas e contradições constrói uma imensa corrente de solidariedade, os adeptos da brutalidade se unem para procurar todas as formas possíveis de tirar vantagens econômicas para aumentarem seus lucros, já exorbitantes, conseguidos com as causas da própria tragédia que atinge o território gaúcho.
A ganância deles é tamanha que chegaram a estocar a safra de arroz para ser vendida na escassez, por preços exorbitantes e, pegos com as bocas nas botijas, pelas ações rápidas do governo federal de importar o produto e mantê-lo ao preço estável de 4 reais, já dispõem de espaços na mídia para alardearem seus protestos contra o impedimento do livre mercado.
A realidade nua e crua do Rio Grande do Sul é a demonstração da ganância pelo lucro e desprezo pelo povo pela gente do agronegócio e da submissão do prefeito da capital e do governador de estado às execráveis políticas neoliberais do “Estado Mínimo”, obedecidas na forma mais rasa.
Voltando ao começo da conversa; a coisa no território palestino chegou a tal ponto que o secretário geral da ONU saiu do seu mutismo para condenar com veemência o escárnio de Benjamin Netanyahu dizer que o último massacre foi apenas um erro trágico.
O mundo inteiro, menos o partido midiático brasileiro, condena o ataque contra os palestinos, como uma ação característica de um governo genocida. Pontos para o presidente Lula, como primeiro estadista mundial a caracterizar como novo Holocausto.
Neste contexto emblemático no mundo, em que no Brasil, com toda a justiça o Rio Grande é o centro da conjuntura, é confortável para os da barbárie que deixem de lado a crueldade praticada na Ucrânia, onde a verdade foi vítima antes do massacre na Palestina.
É bom lembrar que se todo santo dia a mídia classifica o ataque do Hamas como terrorista, e foi, a ação da OTAN que provocou a resposta militar da Rússia contra a Ucrânia, aconteceu por causa da ameaça terrorista dos EUA, num manifesto desejo de atacar a Rússia.
Esta dualidade de mundos está presente no Brasil, sob vários disfarces que não podem ser escondidos, em jogos de astros e estrelas, do show global, sem identificar as raízes dos problemas, chorando os efeitos, sem atacar as causas e causadores, que jorram lágrimas de crocodilos, ignorando que o MapBio identifica que 97% de todo o desmatamento é responsabilidade do agronegócio.
A comoção nacional em face da catástrofe no Rio Grande do Sul não pode servir para encobrir ações criminosas como podem ter sido os avisos dados por membros do exército domingo à noite na cidade de Canoas, RS, de que uma barragem ia romper, causando pânico em populações. Não bastam notas oficiais dizendo que os autores foram identificados e poderão ser punidos. Tem que dizer para a sociedade quem são, quais suas patentes, e suas vinculações políticas, por obrigação com a Nação.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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