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O DISCURSO DO PRESIDENTE


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Publicado em 30 de setembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* Manoel Moacir Costa Macêdo

Tradicionalmente, a Abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU inicia com o discurso do Presidente da República Federativa do Brasil, em outros termos, pela Presidência da República, instituição representativa do povo brasileiro.
No sistema de governo presidencialista, ao Presidente da República cabe a missão de representar a nação brasileira. Chefe de Governo, de Estado e das Forças Armadas. Na diplomacia internacional, convenções e retóricas são atividades reservadas ao Estado. A polarização política e disputas eleitorais não são acolhidas, mas respeito e atenção. Os governos são transitórios. O território, a nação e o povo, são permanentes.
Nessa perspectiva, bem-vindo discurso do Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, proferido na 78ª Assembleia Geral da ONU. “Conclamou a ONU a atuar pela paz e contra as desigualdades”. Arguiu a fome como uma peste mundial, “criticou o neoliberalismo e os países ricos pela falta de multilateralismo internacional e pela crise climática”.
Para alcançar os efeitos desejados, a retórica deve alcançar à realidade brasileira e mundial. Expressou “confiança na capacidade humana de vencer desafios e evoluir para formas superiores de convivência”. Disse mais: “mantenho minha inabalável confiança na humanidade”. Para os crentes, a humanidade quer dizer a reencarnação de espíritos na Terra na rota da evolução.
Merece aplausos a coragem e autoridade do Presidente do Brasil, em conclamar o mundo e com mais responsabilidade as nações ricas e desenvolvidas para enfrentar os dois grandes problemas da atualidade. A gravidade da crise climática, que “destrói nossas casas, nossas cidades, nossos países, mata e impõe perdas e sofrimentos a nossos irmãos, sobretudo os mais pobres” e a fome que “atinge 735 milhões de seres humanos, que vão dormir esta noite sem saber se terão o que comer amanhã”.
O Brasil alberga a fome e a crise climática. Trinta e três milhões de brasileiros e brasileiros sofrem de fome aguda e mais de cem milhões em insegurança alimentar. Esse mesmo País, produz comida suficiente para alimentar a sua gente, a exemplo da safra de trezentos e vinte milhões de toneladas de grãos e carne. A fome por aqui, não é a falta de oferta de alimento, mas incapacidade dos pobres em comprar comida.
No mesmo sentido, possuímos seis estratégicosbiomas, a exemplo da cobiçada Amazônia e sua floresta tropical, biodiversidade, água doce e rios de chuvas. A grandeza amazônica interfere nas condições ambientais da humanidade e assim o Brasil, tem o problema e a solução. Para fome, a produção e distribuição de alimentos. Para a mudança climática, o desmatamento zero, o controle da emissão de gases de efeito estufa, e um modo sustentável de produção e consumo.
Enfatizou o Presidente do Brasil: “a comunidade internacional está mergulhada em um turbilhão de crises múltiplas e simultâneas: a pandemia da Covid-19; a crise climática; e a insegurança alimentar e energética ampliadas por crescentes tensões geopolíticas. O racismo, a intolerância e a xenofobia se alastraram, incentivadas por novas tecnologias criadas supostamente para nos aproximar. Se tivéssemos que resumir em uma única palavra esses desafios, ela seria desigualdade […]. Os 10 maiores bilionários possuem mais riqueza que os 40% mais pobres da humanidade”.
O esperado é que a retórica no discurso, dita com emoção e a força da palavra,cheguem na rotina da vida das pessoas, em particular das mais vulneráveis e invisíveis.
Ao final, num discurso histórico, o Presidente conclamou a “ONU a atuar pela paz e contra as desigualdades”.

* Manoel Moacir Costa Macêdo é engenheiro agrônomo e advogado.

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