O melhor agouro

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...(Arquivo)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Não deu para o Flamengo. O título da Copa Intercontinental de Clubes foi conquistado pelo Paris Saint-Germain, um time europeu.
É bem verdade, o bicampeonato mundial coroaria uma temporada repleta de êxitos. Em 2025, o clube carioca faturou alto, venceu quase tudo. Conquista maior, no entanto, taça mais vistosa, reluz na sanfona do sergipano Mestrinho.
Às vésperas da grande final, o músico rubro negro disponibilizou uma gravação extraordinária do empolgante hino do Flamengo. Acompanhado por Hamilton de Holanda – flamenguista como ele, agraciado com o Grammy, assim como o sanfoneiro -, Mestrinho expressou a paixão pelo Mengo em forma de música do mais alto quilate.
Aqui, convém reverenciar também o senhor compositor do Hino flamenguista, ninguém mais, ninguém menos do que o grande Lamartine Babo. Agraciado pela natureza com dois pés esquerdos, pouco entendo de bola. Meus ouvidos, em compensação, nunca me enganam. Não há em todo o mundo hino mais bonito.
Flamenguistas com verdadeiro conhecimento de causa, como os amigos Antonio Passos e Messias Libório, talvez discordem. Mas um título a mais, um título a menos, pouca diferença faz na história de um clube com um camisa 10 da grandeza de Zico – campeão mundial em 1981. E os versos lembrados por Mestrinho e Hamilton sem dizer uma palavra prenunciaram a gloriosa trajetória do Flamengo – o melhor agouro.
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