O novo Mais Médicos

Em Sergipe, a disputa rasteira, travada em torno do programa Mais Médicos, não comove as prefeituras do interior profundo. Todos os municípios do estado, grandes e pequenos, aderiram ao programa do Governo Federal.
Demanda por atendimento não falta. Segundo o Conselho Federal de Medicina, o Brasil possui médicos ativos, com registro nos CRMs, em número absoluto suficiente para atender às necessidades da população. Mas, apesar do significativo contingente de profissionais aptos para salvar vidas, um dos maiores do mundo, a desigualdade na distribuição e fixação desses profissionais persiste, com reflexos óbvios no acesso à assistência médica.
Todo mundo sabe que as entidades de classe dos médicos brasileiros viraram as costas para o Brasil profundo. Os ataques ao programa Mais Médicos – que tem em vista a aproximação entre os doutores (eles gostam de ser chamados assim) e os mais necessitados – revelaram a notável indisposição de alcançar os doentes mais pobres. No que dependesse dos sindicatos da categoria médica, o programa nunca teria saído do papel.
Não é à toa que a participação de médicos brasileiros num primeiro momento do programa foi modesta. O Mais Médicos chegou a contar com mais de 11 mil profissionais cubanos contra apenas 1.846 brasileiros.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei do Programa Mais Médicos. A expectativa do governo é ampliar em 15 mil o número de profissionais na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2023, por meio da Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde. Melhor para todo mundo. Os brasileiros isolados noss rincões mais profundos do país, sobretudo.

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