Rômulo Rodrigues
As mais recentes pesquisas mais próximas da realidade e que guardam um pouco de respeito para serem levadas a sério, mesmo de institutos próximos ao patronato, a do Datafolha e a do IPEC, trazem número que estão dentro da minha particular dosimetria do voto.
A do IPEC mostra um percentual 51,6 de votos válidos para Lula em todo o território nacional, o que o aproxima do prognóstico de quebrar a barreira dos 60 milhões de votos válidos já em 2 de outubro.
Confirmado esse primeiro passo, é muito provável que Lula também ultrapasse em Sergipe a barreira dos 600 mil votos, a se ter como referência as eleições presidenciais de 2002 a 2018.
Em 2002, Lula teve em Sergipe, 357.557 votos no primeiro turno para presidente da República e José Eduardo, do PT, 225.699 o correspondente a 63,12% da votação de Lula quando reelegeu Antônio Carlos Valadares senador.
Em 2006, Lula candidato à reeleição, sofrendo todo o bombardeio da AP-470, com o neologismo mensalão criado pelo mafioso Roberto Jeferson e incorporado pelo Partido Midiático e mais, a escabrosa teoria jurídica do domínio do fato do capitão do mato, Joaquim Barbosa, obteve 476.399 votos em Sergipe, só que, Marcelo Deda, no rastro dos 540.000 votos obtidos pelos partidos liderados na eleição de 2004, chegou a 524.826 votos.
Em 2010 Dilma Rousseff conquistou 506.802 votos para presidenta e mais uma vez, Deda superou a votação, indo a 537.226.
Em 2014 Dilma conquistou 601.578 votos, mas não faço a comparação porque o candidato vencedor do grupo não era do Partido dos Trabalhadores, assim como em 2018, Fernando Haddad chegou aos 571.234, na eleição mais desfavorável que o Partido dos Trabalhadores enfrentou em toda sua história.
Vejamos o que me leva a um prognóstico de que Lula ultrapassará a barreira dos 60 milhões de votos já no primeiro turno, dia 2 de outubro próximo.
No contexto atual em que Lula já se constituiu como a única possibilidade real na construção de um novo pacto federativo para recolocar o Brasil na agenda mundial com a autoridade de um Estadista e sendo o Estado de Sergipe um território onde o PT fez morada nos últimos 40 anos em que além de disputar e vencer várias eleições e produzir uma nova classe política dirigente no estado e participar na construção dos maiores movimentos operário, populares e civilizatórios, revelou ao País líderes como, Marcelo Deda e José Eduardo, já que é bastante previsível que o Lula ultrapasse a barreira prevista de votos no estado.
Para tanto é necessário que as forças democráticas e progressistas entendam que será um contra censo muito grande não acompanhar os demais estados do Nordeste não eleger para o senado o senador de Lula, para quem, ele pede os votos dos sergipanos e das sergipanas.
O momento é por demais oportuno para que em Sergipe a população consciente incorpore a ventania civilizatória e acrescente ao chamado pelo voto útil para presidente da República e a eleição seja logo decidida no primeiro turno, para incorporar o voto útil também para senador, para não ter o dissabor de ver uma distorção eleitoral ao mandar para representar o estado, no senado, um bolsonarista, e com isso, manchar a nossa bandeira, como nunca aconteceu.
O momento é de muita responsabilidade e cuidado com o voto e não é admissível sequer as desculpas esfarrapadas de que é tudo farinha do mesmo saco, tão comum nos que se declaram neutro como shampoo de bebê.
O Nordeste já deu a partida e vai eleger, com certeza, senadores do time de Lula no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia, faltando apenas o eleitor consciente de Sergipe também dizer: aqui também vai ter senador de Lula.
O PSB de Valadares Filho vai eleger dois pesos pesados, Flavio Dino e Marcio França entre outros. Nosso senador tem que estar lá.
Até porque, o senado não é lugar para delegada de polícia bolsonarista e morista, para um destruidor de direitos dos trabalhadores e nem para quem já esteve e ninguém lembra. Ou seja, eleição de senador é coisa séria, e o lado sério que vai levar o Brasil e Sergipe pra frente é o de Lula.
O ponto seguinte é que não será surpresa uma vinculação de um percentual entre a votação de José Eduardo em 2002 e a de Marcelo Deda em 2006, como possibilidade de engajamento de votos aos candidatos majoritários Rogério Carvalho e Valadares Filho.
Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político.


