Rian Santos
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As cores berrantes dos abadás lembram muito a lona de um circo. Também por isso, supõe-se, o governador Fabio Mitidieri, festeiro todo, vem promovendo animada caravana eleitoreira, com ecos dos arrochas rebolados durante malograda disputa pela Prefeitura de Aracaju.
Mitidieri não era candidato. Mesmo assim, esbaldou-se em cima do trio elétrico, comprometido de corpo e alma com a campanha de Luiz Roberto Dantas e Fabiano Oliveira. Uma vez derrotado, não perdeu a alegria. Além de marcar presença nos diversos eventos festivos do calendário local, seguiu percorrendo o interior do estado, à frente do programa ‘Sergipe é aqui’.
Não há razão administrativa notável no impulso mambembe do governador. Os dividendos eleitorais, ao contrário, saltam à vista. Último fim de semana, quando a caravana governista passou por Cristinápolis, por exemplo, a confusão entre aparelho público e palanque se revelou em declarações explícitas.
O petista Márcio Macedo, ansioso para se fartar com as benesses da máquina estadual, fez alusão direta ao pleito que se aproxima. Defendeu alianças e candidaturas, passando ao largo dos pretextos alegados pelo governo de Sergipe para para justificar o mutirão assistencialista.
É grande a fila do abadá. Márcio Macedo não esconde o desejo de subir ao camarote do governador. Tudo indica, no entanto, terá de pedir votos ao rés do chão, ele e o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, no meio do populacho.


