Quarta, 29 De Maio De 2024
       
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Publicado em 11 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


(Divulgação)

Rian Santos
 
Como promotores do destino Sergipe, alavancas do turismo, os grandes eventos do calendário sergipano resultam em fracasso rematado. Neste particular, o investimento realizado ao longo das últimas décadas deu em nada. Os dólares dos gringos não chegam aos nossos bolsos furados, simples assim.
O Forró Caju, por exemplo, nunca teve o condão de atrair um número realmente expressivo de visitantes. Trata-se de mero espetáculo. No bojo da festa, contudo, a Funcaju toma a liberdade de distribuir pelas esquinas da cidade. E enche os meus ouvidos (ver nesta página).
Esta página reclama a presença de forrozeiros nas esquinas há anos. Por via de regra, no entanto, a turma do arrasta pé só dá o ar da graça nos palcos mais acanhados. E olhe lá! 
Sufocada pela lógica dos grandes eventos, a festa mais querida pelos sergipanos existe somente na memória dos mais velhos. Quando o Forró Caju transformou o São João em espetáculo – obra e graça do prefeito Jackson Barreto, há mais de 30 anos -, sanfona, triângulo e zabumba passaram a ser tratados com a condescendência devida às peças de museu. E, no entanto, uma vez reunidos, compõem o maior Power Trio do mundo!
Conto os dias para dar de cara com um trio pé de serra no meio da rua, sem mais nem menos, sem aviso, com a naturalidade de quem troca uma nota de R$ 2 por uma lata de amendoim cozido nos botecos do mercado. Até lá, a canção de Rogério, segundo a qual Sergipe é o país do forró,não passará de feliz inspiração, um verso bonito.
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