Pedro Lua é massa!

Aposta renovada (Divulgação)
Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Toda crítica – seja política, seja estética, sobretudo a crítica atrelada a questões de comportamento – revela mais sobre a ousadia de quem aponta o dedo duro, feito o dono da verdade, diz menos do objeto sob as próprias fuças.
Assim, ao comentar o trabalho do jovem Pedro Lua com notável má vontade, desde a sua aparição, eu falava apenas de mim mesmo, um jornalista de meia idade, chato, malquisto.
Digo e repito: o trabalho de Pedro Lua não é para mim. Ainda assim, admito a alegria de surpreender o queridinho dos palcos erguidos pelo poder público local em excelente performance. E espalho aqui a boa nova com todo o gosto do mundo.
A homenagem de Pedro Lua aos 170 anos de Aracaju, celebrados há meses, poderia ser lida como uma espécie de auto homenagem. Trata-se de música composta pelo cantor Rogério, um hit repleto de referências aos marcos arquitetônicos da capital sergipana. Outras canções poderiam se prestar ao mesmo papel. Mas Pedro Lua preferiu avivar a memória querida de seu pai.
“O som que balança”, a versão de Pedro Lua, disponível no YouTube, não resvala em oportunismo, como fiquei tentado a entender. Antes, exala frescor, transborda afeto e sinceridade. O melhor de tudo, no entanto, é perceber a presença musical de Rogério nas nossas esquinas, tão oportuna, tantos anos depois de sua partida precoce.
“O som que balança” é massa! E evidencia o talento maltratado cá na praia de Atalaia.
Poucos, entre os nossos, tiveram tamanho pendor para o sucesso, como o cantor Rogério, um desperdício de refrões espertos, cheios de fricote. Com Pedro Lua, ponto alto da extensa programação que celebra uma tal Sergipanidade,  renova-se a aposta!
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