Pequeno alívio

 

A revisão da tabela do imposto de renda, pro
messa realizada pelo então candidato à pre
sidência da República Jair Bolsonaro, finalmente será apreciada pelo Congresso Nacional. A proposta do governo não amplia a faixa de isenção na mesma proporção alardeada durante a campanha – um período de faz de conta, quando tudo está resumido à mera manifestação da vontade política. De todo modo, ajuda a corrigir uma distorção evidente.
De acordo com o projeto, a faixa de isenção passará de R$ 1.900 para R$ 2.500. Muitos, no entanto, serão beneficiados pela isenção. Para estes, a correção da tabela é um alívio. A última foi realizada em 2015.
A carga tributária sobre as costas do contribuinte brasileiro é das mais regressivas do mundo. Aqui, o peso dos impostos é inversamente proporcional à renda do trabalhador: Quanto mais aquinhoado, menos tributos. O imposto de renda deixa de ser, assim, um remédio contra a desigualdade. Antes, a amplia.
A reformulação proposta por Paulo Guedes não terá impacto suficiente para reverter o quadro de injustiça fiscal aqui descrito. Segundo cálculo do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, para compensar a falta de correções durante um intervalo tão prolongado, a isenção ideal hoje seria de R$ 4.022, e não R$ 2.500. Uma revisão meia boca como a proposta agora não passa, portanto, de mero aceno eleitoral.

A revisão da tabela do imposto de renda, pro messa realizada pelo então candidato à pre sidência da República Jair Bolsonaro, finalmente será apreciada pelo Congresso Nacional. A proposta do governo não amplia a faixa de isenção na mesma proporção alardeada durante a campanha – um período de faz de conta, quando tudo está resumido à mera manifestação da vontade política. De todo modo, ajuda a corrigir uma distorção evidente.
De acordo com o projeto, a faixa de isenção passará de R$ 1.900 para R$ 2.500. Muitos, no entanto, serão beneficiados pela isenção. Para estes, a correção da tabela é um alívio. A última foi realizada em 2015.
A carga tributária sobre as costas do contribuinte brasileiro é das mais regressivas do mundo. Aqui, o peso dos impostos é inversamente proporcional à renda do trabalhador: Quanto mais aquinhoado, menos tributos. O imposto de renda deixa de ser, assim, um remédio contra a desigualdade. Antes, a amplia.
A reformulação proposta por Paulo Guedes não terá impacto suficiente para reverter o quadro de injustiça fiscal aqui descrito. Segundo cálculo do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, para compensar a falta de correções durante um intervalo tão prolongado, a isenção ideal hoje seria de R$ 4.022, e não R$ 2.500. Uma revisão meia boca como a proposta agora não passa, portanto, de mero aceno eleitoral.

 

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