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Prioridades invertidas


Publicado em 21 de maio de 2024
Por Jornal Do Dia Se


A escala e a proporção da tragédia no Rio Grande do Sul finalmente colocou a emergência climática na ordem do dia, desde os pequenos municípios até o primeiro escalão da República. Em verdade, no entanto, as situações de calamidade não podem ser consideradas estranhas aos municípios brasileiros, há tempos.
Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que 5.233 cidades brasileiras, o que corresponde a 94% das unidades federativas municipais, foram afetados pelo menos uma vez por eventos que resultaram em decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública, entre os anos de 2013 e 2023.
Esta é uma questão de responsabilidade administrativa, mas também de recursos. O impacto nas populações desses locais foi de 2.667 mortes e os prejuízos somaram R$639,4 bilhões no mesmo período de apenas dez anos. Os números advertem que ignorar os riscos derivados do aquecimento global podem custar mais do que vidas humanas. 
Repercutiu muito uma declaração infeliz do governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, em que ele declarou as prioridades da administração estadual antes da tragédia. Ele admitiu que estava ciente das advertências relacionadas ao risco de um volume extraordinário de chuvas. Mas argumentou que o imperativo fiscal se impunha. O governo precisava fazer caixa.
Hoje, com o estado devastado e um saldo de 157 mortos, além de 806 feridos e 88 desaparecidos, as prioridades inverteram, restabelecendo a ordem em função do caos, a agenda do governador Eduardo Leite certamente é outra.
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