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Que se faça Justiça


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Publicado em 22 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Pegou muito mal para a direção local da Ordem dos Advogados do Brasil. Segundo a advogada Bruna Hollanda, a presidência da OAB em Sergipe atuou ostensivamente para silenciar uma acusação de estupro.
A vítima do crime seria a própria advogada. O acusado é um colega de profissão, o advogado Ricardo Almeida, conselheiro da OAB, sócio do presidente da Ordem. Ontem, após a conclusão do inquérito aberto pela Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis, ele finalmente foi indiciado, tornou-se réu, terá de se defender junto aos tribunais de uma acusação de estupro.
Ainda que o devido processo legal imponha todos os ritos indispensáveis ao contraditório e à ampla defesa de qualquer acusado de cometer um crime, a atuação da presidência da OAB realmente deixou muito a desejar. Em primeiro lugar, falhou ao limitar o necessário acolhimento a uma vítima de crime tão grave à esfera estritamente burocrática. Depois, ainda tentou relativizar as queixas da advogada, por meio de uma nota pública.
Felizmente, o esforço de silenciamento protestado pela suposta vítima não surtiu efeito prático. De nada adiantou abandoná-la à própria sorte, como ela diz ter ocorrido. Agora o caso será encaminhado para a apreciação do Ministério Público de Sergipe, antes de ser devidamente examinado por um Juiz. Não convém antecipar qualquer veredicto, muito menos a condenação do acusado.  Espera-se, ao contrário, que o poder judiciário faça aquilo que lhe compete: promover a Justiça.
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